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Antigo avançado até recorda o jogo, mas nem se lembra de ter marcado...
Vítor Madeira foi o único jogador do Marítimo a marcar no Estádio da Tapadinha, na já distante época 1984/85, numa partida da 15.ª jornada da 2.ª Divisão, Zona Sul. Foi também o único jogo dos insulares no reduto do Atlético até à data. “Eh pá, tenho ideia desse jogo, mas sinceramente não me lembro de marcar o golo. Foi há 30 anos”, exclama o antigo avançado verde-rubro, desde Setúbal, onde é funcionário público e ajuda a descobrir talentos para o Vitória, clube onde atuou durante nove épocas.
Embora não se recorde daquele golo em particular, Vítor Madeira – que é pai do futebolista Márcio Madeira (tem 29 anos e atua no Farense) – não esquece aquela temporada. “A nossa equipa era muito forte, com jogadores como o Sylvanus, o Quim na baliza, o outro Quim que era central, o Bráulio, o Adérito, o Camacho, o Olavo… não demos hipótese! A equipa tinha descido no ano anterior e subimos com uma grande distância do segundo”, frisa.
Na Taça de Portugal, o Marítimo afastou o primodivisionário V. Guimarães e sucumbiu nos quartos-de-final da prova, na Covilhã, frente ao Sporting local. “Chovia torrencialmente e eles aproveitaram um atraso de bola do Bráulio para marcar”, recorda Vítor Madeira, hoje com 61 anos de idade. Para o jogo de sábado, aposta sem hesitar no conjunto insular. “Não acredito que o Atlético consiga surpreender, só se o Marítimo descansar jogadores. Taça é Taça, mas acredito piamente na vitória do Marítimo”, refere.
Ligações. A tal temporada de 1984/85 foi histórica para a equipa do Marítimo, uma vez que o clube disputa desde então o escalão maior, sem qualquer ano de interrupção. O primeiro destes últimos 30 anos aconteceu à custa do V. Setúbal. “Jogámos nos Barreiros, na última jornada do campeonato, e ganhámos por 1-0. Nós ficámos na 1.ª Divisão e eu ajudei a descer o Vitória”, lembra, com uma certa dose de melancolia.
Apesar de ali ter atuado apenas duas temporadas, Madeira não mais esqueceu a… Madeira. “O meu filho Márcio nasceu na ilha e o pediatra dele foi o Dr. Nélio Mendonça, que era presidente do Nacional, onde ele veio a jogar durante 4 anos”, conta, mostrando-se também adepto do Marítimo. “Esta época vi a equipa em Belém e gostei muito, apesar de ter perdido no fim. O Dyego Sousa fez-me lembrar eu próprio e achei o Danilo Pereira um grande jogador”, revela.
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