Sócios decidem entrada de investidor brasileiro na constituição da SAD do P. Ferreira

PlayMakers Sports Business assume 49.9% do capital numa fase inicial

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Futuro do P. Ferreira decide-se na seyta-feira em Assembleia Geral
Futuro do P. Ferreira decide-se na seyta-feira em Assembleia Geral • Foto: Simão Filho

Os sócios do Paços de Ferreira vão decidir sexta-feira a entrada do investidor brasileiro PlayMakers Sports Business (PMK) e a consequente criação de uma Sociedade Anónima Desportiva (SAD), num processo que poderá alterar de forma profunda a estrutura financeira, administrativa e desportiva do emblema pacense.

A proposta do investidor foi apresentada esta quarta-feira e em cima da mesa está um modelo de transformação profunda, que combina investimento financeiro, reestruturação do passivo e uma nova lógica de gestão. A decisão dos associados será determinante para definir se o clube avança para este novo ciclo, assente numa parceria internacional.

O acordo delineado prevê uma entrada gradual da PMK no capital da futura SAD. Numa primeira fase, a empresa brasileira assume 49,90%, mantendo o clube uma posição maioritária de 50,10%. No entanto, o contrato inclui mecanismos que permitem ao investidor reforçar a sua posição ao longo do tempo.

Até ao final de 2028, a PMK poderá adquirir mais 15,10% do capital, passando a deter 65% da sociedade. Já numa terceira fase, até dezembro de 2029, poderá subir até aos 80%, deixando o clube com uma participação minoritária de 20%.

Este modelo não fixa um valor global imediato, apostando antes numa ação faseada, associada ao cumprimento de objetivos e ao contexto financeiro e desportivo.

Injeção inicial e alívio financeiro

Como ponto de partida, está prevista uma injeção de 1,25 milhões de euros na época 2025/26, sendo que 500 mil euros já entraram nos cofres do clube. Para além disso, a PMK assume o compromisso de resolver o passivo existente, estimado em cerca de 5,6 milhões de euros, num prazo de cinco anos.

Há ainda uma cláusula de proteção. Caso o passivo ultrapasse esse valor de referência, o excedente será descontado numa futura fase de aquisição de capital, salvaguardando o interesse do clube.

O acordo não ignora o desempenho desportivo. A eventual descida da equipa à Liga 3 ainda nesta temporada, a PMK poderá abandonar o negócio. Se a descida ocorrer, o investidor fica legitimado para reforçar a sua posição por um valor simbólico de 1 euro, por 15,10% do capital.

Novo modelo de gestão

A futura SAD será gerida por um conselho de administração com cinco elementos. O clube indicará o presidente e um administrador, enquanto a PMK terá direito a três administradores, garantindo controlo operacional. Fica também definida uma cláusula de diversidade, obrigando à presença de pelo menos duas mulheres na administração.

No plano prático, a gestão financeira e orçamental ficará totalmente nas mãos do investidor, libertando o clube de novas necessidades de financiamento direto. A reorganização também passa pela divisão das estruturas desportivas. A SAD ficará responsável pelo futebol profissional, incluindo equipa principal, eventuais equipas B ou sub-23 e sub-19. Por sua vez, o clube manterá sob sua alçada o futebol de formação até juvenis, o futebol feminino, o futsal e outras modalidades.

Um plano desportivo a três anos

O projeto inclui um roteiro definido para o relançamento competitivo. A primeira fase aponta à estabilização financeira e desportiva. Segue-se a construção de um plantel capaz de lutar pela subida e, numa terceira etapa, o regresso à 1ª Liga com bases sustentáveis.

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