Quatro jogadores venderam jogo ao Leixões

Processo ‘jogo duplo’

É convicção do Ministério Público e da Polícia Judiciária que quatro jogadores da Oliveirense aceitaram contrapartidas do Leixões, feitas pelo seu presidente (Carlos Oliveira) e pelo diretor desportivo (Nuno Silva), para facilitarem no jogo no qual a equipa de Matosinhos, com um golo obtido a 3 minutos dos 90’, conseguiu garantir a permanência na 2ª Liga. Mas há mais dois jogadores que alinharam esta época na equipa de Oliveira de Azeméis que também foram detidos para interrogatório. São eles Moedas, médio de 22 anos formado no Leixões, e João Carela, defesa da mesma idade, ambos atualmente no Estarreja. Os dois começaram a época na Oliveirense mas foram dispensados, o primeiro depois de ter marcado um autogolo. Se os quatro jogadores que ainda estão no plantel da Oliveirense podem estar envolvidos num caso de corrupção desportiva, os outros podem ter sido apanhados na ‘rede’ por causa da investigação que estava sobretudo centrada na viciação de apostas desportivas.

Segundo o Ministério Público e a PJ, são quatro os jogos da 2ª Liga que estão sob suspeita. A saber: o Oriental-Penafiel, o Sp. Covilhã-Oliveirense e dois jogos relativos à última jornada da competição, o Oliveirense-Leixões e o Académico de Viseu-Sp. Covilhã (nesta última partida a equipa viseense, que venceu por 2-0, lutava ainda pela permanência). Nesta altura é ainda difícil perceber se todos se reportam à situação das apostas ou se há mais alguma situação de eventual corrupção desportiva.

São 15 os detidos na operação ‘Jogo Duplo’. Para além dos já referidos, os jogadores da Oliveirense Luís Martins (defesa), Pedro Oliveira, avançado, Ansumane, avançado (autor do golo que colocou sábado o Leixões em risco de descida!), e Hélder Godinho, guarda-redes. Só este último não alinhou no jogo frente ao Leixões, depois de ter sido titular nos dois jogos anteriores da equipa de Oliveira de Azeméis, ele que até era o 3º guarda-redes do plantel. Para além deles, há quatro jogadores do Oriental também detidos para interrogatório, por suspeita de estarem envolvidos em crimes de associação criminosa que reportam às apostas desportivas: João Pedro, lateral, André Almeida, central, Rafael Veloso, guarda-redes emprestado pelo Belenenses, e Diego Tavares, central. As contrapartidas apuradas para os jogadores variavam entre 3 mil e 15 mil euros.

Por Eugénio Queirós e Humberto Ferreira
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