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Luís Pinto já fez a antevisão ao embate com o Sp. Braga, da final da Allianz Cup. A partida está marcada para as 20 horas deste sábado e terá lugar no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
De que forma preparou esta final sendo que não teve muito tempo?
"Preparámos com a preocupação de conseguirmos recuperar do ponto de vista físico e mental por causa da exigência da meia-final. Muito trabalho para a equipa de análise, para fazer um trabalho rápido e resumir o que queremos passar aos jogadores. Conseguimos passar algumas coisas que vão ser importantes para o jogo. Acima de tudo, muito focados no que queremos fazer no jogo".
Passagem à final deixou crença inabalável no plantel para esta final?
"Claro que no futebol as coisas validam-se com resultados. Ganhar dá mais confiança. O que temos de perceber é que ganhamos o direito de disputar a final, mas não temos nada na final. Temos de perceber que será um jogo diferente e queremos conseguir jogar o que o jogo estiver a pedir, dentro dos momentos diferentes".
Ndoye vai começar o jogo no banco?
"Primeiro, dar-lhe os parabéns, ele e a todos por acreditarem. Temos a capacidade de perceber quem quem está no banco pode ser necessário para acrescentar. Nesse aspeto, percebemos que há momentos em que precisamos de determinados jogadores para agitar. Foi o que o Ndoye fez. Se fizer sentido, será titular; se fizer sentido ficar no banco e ser uma arma, irá continuar no banco".
Ilações do dérbi da Liga podem ajudar?
"Eram um Sp. Braga e um Vitória em momentos diferentes. Pode existir uma ou outra coisa que já estivesse presente na forma das equipas jogar, mas são momentos diferentes. Acaba por haver uma maior análise do passado recente do que num jogo tão distante".
Diogo Sousa e Gustavo Silva...
"O Diogo está bem, não tem qualquer impedimento. O Gustavo está na fase final de recuperação, todas as horas contam. Estamos a aguardar para perceber se o podemos ter connosco".
O que a equipa vai ter de mostrar além da crença?
"É algo que queremos conseguir ter como nossa identidade. Se algo de negativo acontecer durante o jogo, queremos ter capacidade de reagir e manter-nos ligados. Fomos capazes de fazer isso nos quartos-de-final e nas meias-finais. É uma caraterística que queremos ter como equipa. Mas, não queremos ter apenas crença. Não foi apenas a crença que nos levou à final, foi preciso muito mais, foi preciso ter qualidade no jogo ofensivo e defensivo, nas relações que os jogadores foram tendo dentro do campo, na forma como se associaram e colocaram o nosso adversário em desconforto. Aliado a isso houve um grande espírito de sacrifício, muita intensidade, mas muita intencionalidade. Estávamos a correr mas a saber o que estávamos a fazer. Foi insinuado que o Vitória só mostrou mais vontade que o Sporting, mas mostrou mais vontade e muitas outras coisas. Vamos ter de correr muito, com bola e sem bola".
O Sp. Braga tem maior experiência, pode ser favorito?
"É um jogo, o favoritismo fica nos 50 por cento para cada lado".
O ambiente gerado pelos adeptos pode influenciar?
"Sabemos que é um jogo especial. Não queremos, de todo, retirar o quão especial este jogo tem. Não nos queremos colocar de parte, queremos jogar com a emoção do jogo. Vamos fazer parte do dérbi mais histórico entre estas duas equipas, porque vai decidir um título. Vai ser um dérbi diferente de todos os que foram vividos, queremos utilizar a emoção para jogar o dérbi, mas também temos de jogar com razão. Sei o quão importante podem ser os nossos adeptos, que estiveram num nível fantástico contra o Sporting. Ouvi-os sempre a apoiar-nos. Podem ajudar-nos a conseguir o que pretendemos. Já deixamos um pouco de história escrita, a história que queremos escrever tem de ser consagrada amanhã".
Está à espera de poder começar a ganhar o jogo nas bancadas?
"A minha preferência era que o Vitória estivesse na final, independentemente do adversário. Sabemos que o dérbi tem um significado diferente. Pode ser um dia inesquecível para Guimarães. Ganhar uma competição num dérbi será inesquecível. Estou à espera de começar a ganhar nas bancadas. Os nossos adeptos vão estar presentes e dar-nos o apoio que desejamos".
Pode ganhar dois troféus em menos de um ano em Leiria…
"Se pode ser poético ou não, não sei. O que eu quero é que o Vitória consiga o terceiro título da história, o resto é acessório".
Fez alguma promessa se ganhar o título?
"Não".
Por Bruno Freitas