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FC Porto com sede de vingança e com tudo a perder; Benfica em pleno ciclo virtuoso...
FC Porto e Benfica encontram-se pela quarta vez esta época. Embora ainda tenham mais um duelo agendado, este será o último a decidir alguma coisa: a passagem à final da Taça da Liga e a perspetiva de poderem conquistar um troféu. No caso do Benfica, será mais um, uma vez que o título de campeão está garantido, tendo ainda a possibilidade de vencer mais dois: Taça de Portugal (já tem lugar no Jamor) e Liga Europa (ainda em luta pela final). Ou seja, se conseguir vencer o rival, pode alimentar a ilusão de conquistar tudo ou quase tudo. Já o FC Porto ficou limitado à Taça da Liga, prova que tanto enjeitou em anos anteriores mas que hoje é o único troféu que lhe resta ganhar esta época, uma vez que a Supertaça é referente a 2012/13. Ou seja, vai jogar para pouco ou nada.
A jogar em casa, com a equipa mais descansada – sem competição a meio da semana e com Fernando e Quaresma (cumpriram castigo na última jornada da Liga) – e num quadro de absoluta necessidade de provar que “ainda são Porto”, os dragões têm a obrigação de assumir um favoritismo que num contexto em que o Benfica não tivesse outras prioridades não lhe seria atribuído.
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Além da conjuntura que leva Jesus a equacionar opções diferentes, o Benfica terá pela frente um FC Porto na máxima força, sedento de vingança – por pequena que possa ser, saber-lhe-á sempre bem – mas que nunca irá desfazer o amargo da frustração de um campeonato há muito perdido, da queda da Taça de Portugal às mãos do Benfica e de uma eliminação europeia com contornos de humilhação.
Este cenário aparentemente todo azul está longe de se encontrar consumado. Mesmo que Jesus tenha de proteger as suas principais figuras para o compromisso europeu que se segue, também há fatores que jogam a favor do Benfica. Logo à partida, a oportunidade que tem de jogar uma “final” no Dragão sem o peso de uma altíssima pressão a que, por exemplo, o seu adversário está sujeito. Acresce a motivação do ciclo virtuoso que atravessa, além do “plus” que existe sempre num jogo da grandeza de um clássico.
O cenário, no fundo, é simples: neste jogo, o FC Porto tem tudo a perder. O Benfica, muito pouco.
MUITO PROVÁVEL
» FC Porto sentir a pressão do momento, proveniente inclusivamente das bancadas;
» Jesus poupar alguns jogadores a pensar em Turim, designadamente Siqueira e Lima;
» Marco Ferreira correr sérios riscos se adoptar o seu “estilo inglês” muito largo;
POUCO PROVÁVEL
» Qualquer dos treinadores desvalorizar a prova, independentemente do resultado. Para o Benfica, a Taça da Liga foi importante no passado; para o FC Porto, pode ser um troféu em época de crise;
» 90 minutos sem golos: a última vez foi há 20 anos, na 2.ª mão da final da Supertaça;
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