O peso do título, o efeito talismã e a memória do pai: o discurso vencedor de Luís Pinto

Treinador do Vitória destaca a união e a juventude nas 3 reviravoltas rumo à conquista da Allianz Cup

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Luís Pinto emociona-se ao recordar o pai: «Não é fácil viver coisas boas e não ter presente toda a gente...»

Em menos de um ano, Luís Pinto ganhou dois títulos em Leiria: o da 2ª Liga pelo Tondela e a Allianz Cup pelo Vitória. O Lis é uma espécie de talismã... “Fico feliz, quero que isso se transporte para outras zonas do país, mas que não se perca em Leiria”, atirou o técnico, de 36 anos, para quem esta conquista tem um peso especial.

“Pensei no trajeto até aqui, nos momentos de início de carreira em que a família sempre foi um porto seguro, foi quem me deu coragem para continuar a arriscar ser feliz. Pensei que gostava de ter cá o meu pai presente, tenho a certeza de que ficaria orgulhoso, às vezes não é fácil viver coisas boas e não ter presente toda a gente que gostávamos, mas os que cá estão merecem que desfrutemos”, disse.

O treinador revelou que, no início da época, e “na desportiva”, até disse aos jogadores que “o objetivo era conquistar um título” e que a crença era “muito grande”. “Este título tem um sabor muito grande, apesar de ser o 3º título da história do clube, é contra o eterno rival, tinha um peso muito diferente”, admitiu.

E o sucesso pleno surge no final de uma competição em que o Vitória fez três jogos, contra FCPorto, Sporting e Sp. Braga, e venceu-os todos com reviravolta! “O espírito vem um bocadinho do que tem sido a época desde o início. Agarramo-nos uns aos outros e percebemos que só com uma união muito forte podemos ter sucesso e tem sido um pouco esse o nosso ADN”, afirmou, destacando também o impacto do projeto “ambicioso” que aposta em jovens “no plantel e equipa técnica”.

Relativamente ao jogo, Luís Pinto destacou a reação na 2ª parte: “Na 1ª, não jogámos o jogo, jogámos a final e isso tirou-nos discernimento e colocou-nos com medo de perder, não tivemos a coragem e posicionamentos certos. No intervalo, foi o resfriar de ânimos, perceber que tínhamos de jogar o jogo e conseguimos soltar-nos e fazer uma 2ª parte muito mais competente”, destacando para isso o papel de Samu. “Conseguimos, através do Samu, colocar cérebro ao nosso jogo e isso foi muito importante”, resumiu Luís Pinto.

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