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O presidente da UEFA mostrou-se esta segunda-feira contra a implementação de um sistema de paragem do cronómetro nos jogos do futebol para aumentar o tempo útil de jogo.
"Seria um passo na direção errada, mas há sempre vozes com as suas próprias ideias. Ontem estava a ver um jogo do Europeu de basquetebol e nos Estados Unidos os jogos de basquetebol demoram 3 horas. Um jogo de futebol demoraria 5 horas. E muitas vezes os jogadores têm de jogar a mais de 40 graus de temperatura, ou até 5 negativos. Por isso não devemos pensar nisso no futebol. A solução é que os árbitros deveriam castigar quem queima tempo. Parar o relógio significaria que o futebol já não seria futebol", disse Aleksander Ceferin, na sessão de abertura do 'Football Talks'.
O dirigente esloveno foi ainda confrontado com a utilização da tecnologia no futebol, nomeadamente na arbitragem, e considerou ser imprescindível que, sejam quais forem as mudanças, "o árbitro tenha sempre a última palavra". "A questão da bola na mão é um problema" e numa conferência recente com os principais treinadores europeus as opiniões dividiram-se", notou, antes de concluir: "A tecnologia nunca deverá substituir a decisão humana, mas é muito útil."
Por Record