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IberCup: Bater recordes vem já a seguir

• Foto: Duarte Roriz

Fundador e CEO do IberCup, Filipe Rodrigues considera que o balanço da 12ª edição do torneio de futebol jovem que se realizou entre 5 e 8 de abril "não podia ser mais positivo". "Mesmo com uma greve geral da CP, conseguimos calendarizar e realizar os 620 jogos e garantir alojamento e alimentação para os mais de 4 mil participantes de 270 equipas de 17 países sem problemas, o que não seria possível sem o apoio importantíssimo da Câmara Municipal de Cascais, em todos os sentidos, e da própria comunidade, com muitos voluntários a ajudar no acompanhamento das equipas. Foram imprescindíveis", vaticinou o responsável máximo da organização do torneio que cresceu para Madrid, Barcelona, Málaga, Rio de Janeiro e São Paulo.

Terminado o evento e feito o balanço, o olhar é posto na etapa que se segue. "O futuro é já ali à frente", atira o gestor. "Depois do torneio Elite, em Cascais vai disputar-se o torneio de Verão, em que vamos bater todos os recordes, quase de certeza. Devemos ter cerca de 400 equipas inscritas, o máximo foram 290. Com esse acréscimo, naturalmente vão aumentar o número de campos, de árbitros, de voluntários, tudo o que envolve esta organização. E há ainda a componente do turismo nessa altura, muitos viajam com a família e isso é muito importante para a região, no imediato e no futuro", remata.

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Voluntariado tido como fundamental

A logística associada a um evento da envergadura do IberCup envolve diversas valências. Desde viagens, alojamento, alimentação e acompanhamento das várias comitivas, há uma panóplia de serviços que Filipe Rodrigues observa como tendo um denominador comum – os voluntários: "Tivemos mais de 10 mil pessoas alojadas aqui neste torneio. Encaminhá-las, acompanhá-las e dar-lhes apoio foi o papel fundamental dos voluntários."

"Experiência fica para toda a vida"

O IberCup é um dos mais reconhecidos e conceituados torneios de futebol jovem a nível internacional e Filipe Rodrigues, mentor e organizador do evento, vinca que se trata de um acontecimento que extravasa a competição. "A nível desportivo não podem ganhar todos. Mas, no fim, acabam todos por sair vencedores", vaticina, para concretizar: "Esta é uma experiência enriquecedora a todos os níveis, com o intercâmbio com diferentes culturas e formas de estar. Fica para toda a vida. E estes atletas que aqui vieram serão um dia jogadores, treinadores, cidadãos que quererão voltar onde foram felizes."

"Saímos de um ciclo de dois anos e meio de uma pandemia que, com todas as vertentes nefastas que trouxe, permitiu parar para refletir e repensar a estratégia. O ano passado ainda foi com algum receio que o torneio se realizou, agora já foi com total confiança e com o acréscimo da vertente tecnológica, que poderá ser incrementada no futuro", perspetivou Filipe Rodrigues.

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Outra aposta a reforçar será o futebol feminino, como assegura o organizador. "Vai haver mais equipas e ainda mais categorias. Tivemos duas este ano, no verão serão, pelo menos, quatro", garantiu.

Por Mário Duarte
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