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INICIA-SE domingo na Figueira da Foz a quinta edição do Mundialito de futebol de praia. Durante oito dias, o Estádio construído propositadamente para o evento, com capacidade para 12 mil pessoas, vai encher-se de veraneantes desejosos de assistirem às habilidades dos artistas do futebol jogado na areia, a muitos golos e, principalmente, à vitória perseguida pela selecção portuguesa desde a primeira edição do torneio.
Para tentar festejar a vitória no V Mundialito, Portugal contratou este ano o técnico brasileiro Marco Octávio, vencedor da edição de 1999 pelo Brasil e hexacampeão mundial da modalidade.
Legítimo será questionar qual o incentivo de orientar a selecção portuguesa para um treinador que já venceu tudo. Marco Octávio responde: ”Já há alguns anos que me sondavam para o cargo e este ano resolvi aceitar. É um desafio profissional e uma honra para mim treinar Portugal depois de ter vencido tudo com o Brasil.”
Marco Octávio explicou, também, como encontrou a selecção nacional: ”Antigamente, Portugal possuía apenas uma boa equipa; hoje, temos além disso um bom plantel, com mais soluções. Portugal sempre teve bons jogadores mas falta-lhes uma mentalidade vencedora. Está na hora de os atletas se consciencializarem de que podem ser os melhores e, neste momento, essa é a nossa principal luta.”
O técnico não hesita, contudo, a colocar Portugal no lote de candidatos ao triunfo no Mundialito.
”O Brasil, pela tradição, é o candidato número um, mas Portugal, Peru e Espanha também são muito fortes. Penso que destas quatro selecções deve sair o vencedor do Mundialito.”
Neste momento, a principal preocupação dos portugueses é apenas a de garantir o apuramento para as meias-finais. Para tal, a selecção nacional terá de ultrapassar França, Peru e Japão. E uma última questão, quase obrigatória: e se Portugal encontrar o Brasil na final? Marco Octávio está tranquilo: ”Prefiro só pensar nisso caso essa hipótese se verifique.”
Rotação no eixo central
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