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Jogador formado no Sporting e FC Porto expôs situação nas redes sociais e clube já respondeu
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Diogo Viana, jogador formado no Sporting e FC Porto (e por quem ainda alinhou na equipa sénior em 4 ocasiões) e com 129 jogos realizados na Primeira Liga, veio esta 4.ª feira a público denunciar uma situação em que se considera alvo de uma enorme injustiça. O lateral-direito de 35 anos reforçou esta época o Anadia do Campeonato de Portugal e a experiência não correu de feição, abandonando o clube em novembro.
Contudo, o jogador, numa publicação nas redes sociais, afirma que o seu contrato foi terminado sem justa causa, que os seus "direitos foram desprezados pelo clube" e informando que vai avançar com um processo judicial.
"A minha passagem pelo Anadia não correu, infelizmente, como desejava. Pela primeira vez na minha carreira desportiva senti-me totalmente desrespeitado enquanto pessoa e profissional. Faço esta comunicação para tornar público que o Presidente do Anadia FC SAD Vitor Raposo e o Diretor desportivo André Nogueira decidiram pôr termo ao meu contrato de trabalho, sem qualquer justificação para o efeito, o que me levou a recorrer aos tribunais para a resolução da questão. Nunca na minha carreira tinha sido confrontado com uma situação deste tipo, marcada pelo total desprezo pelos meus direitos, mas acima de tudo, por um precedente grave que nenhum futebolista pode aceitar na defesa da sua profissão. Quero informar que sou, neste momento, um jogador livre e que já iniciei as diligências judiciais necessárias para a reivindicação dos meus direitos, após ter sido alvo deste despedimento sem justa causa. Nesta minha luta pelo respeito e dignidade que mereço, conto igualmente com o apoio do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e, em particular, do seu Presidente, Joaquim Evangelista, que desde a primeira hora tem estado a acompanhar o meu processo", lê-se no comunicado do jogador.
Na realidade, Diogo Viana não foi o único a abandonar o clube e a expor as mesmas queixas nas redes sociais. No passado dia 17 de novembro, também Fábio Fortes, depois de rescindir contrato, denunciou que viu o seu vínculo ser rescindido sem justa causa, num comunicado semelhante ao agora lançado pelo ex-colega.
Anadia já respondeu: «Não existe qualquer despedimento ilícito»
No seguimento das denúncias, o Anadia exerceu o direito de resposta e garantiu que todos os procedimentos foram cumpridos dentro da legalidade e que as decisões relativas aos vínculos resultam de "avaliações internas realizadas pela equipa técnica".
"As decisões relativas aos vínculos contratuais dos atletas resultaram de avaliações internas realizadas pela equipa técnica, pelo diretor desportivo e pela administração. Essas avaliações, como é natural num clube profissional, tiveram em conta critérios técnicos e comportamentais — os mesmos critérios que sustentam qualquer decisão responsável e ponderada. Em ambos os casos, a SAD iniciou o processo propondo soluções amigáveis e equilibradas para todas as partes. (...) Não tendo sido possível alcançar acordo — porque as propostas apresentadas não foram aceites —, a SAD avançou para as rescisões nos termos previstos no contrato e na lei. (...) Cada atleta foi informado previamente da intenção da SAD e recebeu depois a comunicação formal da rescisão com o devido enquadramento legal. O processo foi conduzido com total rigor e respeito pelas normas aplicáveis", lê-se no comunicado do clube, onde acrescentam acharem "curioso" o momento em que o jogador fez a denúncia.
"O Anadia FC SAD não deixará, contudo, de notar um facto curioso: enquanto um dos atletas expressou a sua indignação praticamente de imediato, o comunicado agora divulgado por Diogo Viana surge cerca de quatro semanas após a rescisão — um intervalo de tempo que naturalmente suscita reflexão sobre o momento escolhido para se manifestar. A coincidência no estilo, na estrutura e no enquadramento narrativo entre ambos os textos é igualmente digna de nota, revelando, no mínimo, uma impressionante convergência de inspiração. Sem entrar em especulações, registamos apenas que certas manifestações públicas parecem surgir não no momento dos acontecimentos, mas no momento mais conveniente", termina a mensagem do Anadia.
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