As sociedades desportivas presentes na AG da Liga Portugal realizada esta manhã no Porto decidiram, após proposta da direção do organismo, retirar as alterações aos artigos 150, 225, 259, 261 e 276 que não foram ratificados na AG da FPF, mas Paulo Rozeira, diretor jurídico da Liga Portugal, defende a legalidade das propostas de alteração ao regulamento disciplinar.
"Estamos a falar de pequenas alterações que não colocam em causa o bom funcionamento da disciplina. Acontece que a prática do direito não é uma ciência exata como a matemática e há 5 normas que suscitaram dúvidas ao conselho de disciplina da FPF. Não temos dúvidas que as nossas propostas são legais e o ideal seria a sua ratificação no dia 25 de julho, mas mediante esse parecer de dúvida do CD e não sendo possível outra solução intermédia mais razoável, achamos que o melhor é não levar essas propostas aprovadas para a AG da FPF no sentido de não haver dúvidas", justificou Paulo Rozeira, garantindo que "a Liga Portugal e os clubes vão continuar a trabalhar para melhorar o regulamento disciplinar": "há margem para o fazer e entendemos que há partes que podem ser melhoradas, mas não estamos a falar de questões decisivas ao bom funcionamento do regulamento disciplinar, pelo que ao retirar estes cinco pontos não ficaremos com uma disciplina mais frágil".