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A NANDROLONA já chegou ao futebol português. Quatro jogadores foram apanhados, na época passada, nas malhas do "doping". São eles: Ronaldo, então no Benfica; Laelson e Marco Almeida, que representavam o Campomaiorense; e Paulo Pereira, atleta que jogava na Ovarense. Um quinto atleta está envolvido noutro caso de consumo de substâncias dopantes, mas com outro tipo de produto, provavelmente lidocaína.
Ronaldo, o brasileiro que terminou contrato com o Benfica e ingressou nos turcos do Besiktas, foi apanhado ao serviço do clube da Luz e o seu caso provocou a intervenção da Polícia Judiciária (PJ). No dia em que deveria ter sido feita a contra-análise verificou-se um corte de energia no Laboratório de Análises de Dopagem do Instituto Nacional do Desporto (IND), facto que levantou suspeitas. Em face disso, o IND resolveu solicitar à Polícia Judiciária a investigação do caso, cujos resultados ainda não foram apurados. O defesa sul-americano fez mais tarde a contra-análise, que confirmou o recurso à nandrolona. Resta saber qual o jogo em que o atleta foi submetido ao controlo "antidoping" e se a FPF já comunicou o caso à FIFA.
Laelson e Marco Almeida, então ao serviço do Campomaiorense, que baixou à II Liga, foram apanhados na recta final do campeonato. O defesa-central, que agora representa o Alverca, deu positivo na deslocação do conjunto raiano a Guimarães, a 13 de Maio, em partida ganha pelos vimaranenses (3-0). Marco Almeida actuou os 90 minutos. O brasileiro, contratado esta época pelo Vitória minhoto, acusou o uso de nandrolona noutro encontro que os alentejanos perderam (1-2), mais concretamente em Alverca, a 27 de Maio, na 34ª jornada do Campeonato da I Liga. Laelson jogou o tempo todo.
O outro atleta envolvido num caso de nandrolona chama-se Paulo Pereira, que representava a Ovarense, da II Liga, e agora alinha no Camacha, da II Divisão B. De acordo com as nossas fontes, o futebolista proveniente de Ovar já foi informado, a exemplo, aliás, da entidade patronal. O mesmo aconteceu com os restantes futebolistas e colectividades que representam, bem como, naturalmente, a Liga de Clubes. Com as comunicações de ontem entre a FPF e as instituições envolvidas colocou-se, assim, termo a um pacto de silêncio que fora estabelecido com o Instituto Nacional do Desporto.
De acordo com informações a que Record teve acesso, os atletas envolvidos nestes casos de nandrolona vão ser penalizados. No entanto, poderão solicitar a atenuação da pena, necessitando, para tal, de fazer uma exposição científica muito bem elaborada.
O nosso jornal apurou que há um quinto caso de "doping" no futebol português. Desconhece-se o nome do atleta, mas sabe-se que recorreu a outro tipo de substância proibida, provavelmente a lidocaína.