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Médio é a voz da esperança de uma equipa que ainda acredita na passagem à próxima fase do Campeonato de Portugal
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Longe vai o tempo em que o estádio Dr. Magalhães Pessoa era um dos terrenos mais temidos pelos três grandes do futebol português. Atualmente, a U. Leiria vive uma realidade bem diferente no Campeonato de Portugal Prio e os Derlei’s, Silas’s ou Mourinho’s deram lugar a outras personagens, que tentam levantar o clube e recolocá-lo noutros patamares. Entre eles está um doutor, não o que deu nome ao reduto leiriense, naturalmente, mas sim João Coimbra, antigo médio do Benfica, também conhecido pela paixão dividida entre o futebol e a medicina.
A duas jornadas do fim da primeira fase, na série E, o doutor Coimbra tenta, juntamente com os restantes companheiros, encontrar uma cura milagrosa que permita chegar ainda ao principal objetivo da época: a passagem à fase de subida. Para isso, o conjunto da cidade do Lis, que neste momento ocupa o 4.º lugar, com 29 pontos, está obrigado a vencer os dois jogos e esperar que o Sertanense, segundo classificado, com 31, possa "dar uma ajuda".
"Há sempre esperança! Sabemos que não é fácil, que não dependemos de nós, mas cabe-nos fazer tudo para ganharmos os nossos jogos e esperar que os outros resultados nos beneficiem", começou por dizer o médio, em entrevista exclusiva a Record, garantindo que o próximo jogo, diante do Sp. Ideal, atual dono da terceira posição, com 31 pontos, "é fulcral" para as aspirações do U. Leiria. "Só podemos pensar em vencer. Se acabarmos por não conseguir, não será uma época falhada, mas sim um objetivo que não alcançamos. Começámos mal o campeonato e isso pode decidir o nosso futuro. No entanto, acredito que, se não for esta época, será para a próxima, pois o U. Leiria tem um projeto muito bom e, acima de tudo, é um clube onde a direção dá todas as condições para que possamos ter bons resultados. Seguramente que, a médio prazo, voltará a estar no lugar que merece", frisou.
Vitória trouxe alento
Após uma pesada derrota em casa, por 3-0, frente ao líder Fátima, o U. Leiria regressou aos triunfos na última jornada, ao vencer o ARC Oleiros, por 4-0.
"É uma equipa que em casa não é fácil. Tivemos a felicidade de marcar cedo, o que nos tranquilizou. O Oleiros é uma aguerrida, que já tirou pontos a equipas que lutam pelos lugares cimeiros e o campo sintético nunca facilita o nosso futebol. Mereceu o nosso inteiro respeito, mas felizmente vencemos", analisou João Coimbra, deixando elogios a um dos jogadores da formação oleirense: "Gostei muito do Lelé! Foi, sem dúvida, um dos jogadores que motivou mais atenção da nossa parte. É muito rápido, bastante forte no um para um e causou-nos algumas dificuldades."
Gesto de estrela
Para além dos três pontos, de Oleiros João Coimbra trouxe também uma recordação que certamente não irá esquecer tão cedo. Decorriam os instantes finais do encontro, quando, num lance dividido, a bola acabou por sair pela linha lateral. Convicto de que o arremesso pertencia aos leirienses, o médio agarrou na bola, gerando a indignação e revolta – bem natural neste tipo de ambientes – dos adeptos oleirenses, de um em especial. "Tive a noção que me chamou de tudo… (risos) No entanto, sou uma pessoa tranquila, não gosto de confusões e tentei resolver as coisas ali", recordou o jogador, que, na altura, sempre sorridente, se aproximou do adepto mais exaltado e… cumprimentou-o: "Sujeitei-me até a ficar de mão estendida. (risos) Mas o senhor foi gentil e esticou-me a mão."
Futuro de conquistas
O distanciamento do U. Leiria dos mais altos patamares do futebol português é, curiosamente, condizente com o trajeto de João Coimbra. A sintonia entre clube e jogador é, também por isso, total. "Estou a encarar esta etapa como uma boa oportunidade depois de ter estado seis meses parado. Deram-me essa possibilidade, confiaram em mim e estou muito grato por isso. Acima de tudo, tento desfrutar ao máximo do futebol, pois ainda não sou tão velho como pensam… Só tenho 30 anos e ainda quero viver muito o futebol", sublinhou o médio, admitindo que sonha com o regresso aos grandes palcos: "Se um jogador não lutar por objetivo maiores, não vale a pena continuar. É essa paixão pelo que me move, bem como a família e o facto de ter duas filhas. São elas que me dão força para continuar, pois também lhes quero dar um futuro melhor."
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