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Adjunto de Ricardo Nascimento revelou ainda outros momentos protagonizados por António Joaquim
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Marcello Grossi, treinador adjunto de Ricardo Nascimento no V. Sernache, foi mais uma voz a juntar-se ao coro de críticas a António Joaquim, presidente do emblema beirão. A Record, o técnico brasileiro contou alguns ataques xenófobos de que foi alvo, assumindo que nunca pensou "ser maltratado desta forma".
"Tenho até vergonha de dizer à minha família no Brasil que passei por esta situação", disse Grossi, admitindo que desde o primeiro dia o presidente revelou falta de consideração e falta de capacidade para lidar com a equipa técnica, em especial com o treinador adjunto.
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"Ele questionou a minha capacidade e insistiu que eu não podia ser inscrito como treinador, mesmo tendo o nível dois. Dizia que não tinha licença nenhuma para treinar. Eu corri atrás obviamente, mas ignorei a situação", disse Grossi, relatando uma outra situação na bancada, já contada por Ricardo Nascimento e Daniel Tavares, treinador de guarda-redes.
"Ele estava a falar connosco de alguns jogadores e de repente solta que está farto de brasileiros, mesmo na minha cara. Não fiz nada, mas às vezes arrependo-me, fiquei muito mas muito surpreendido. Sem palavras", atirou o ex-treinador do V. Sernache.
Em relação a outros jogadores, Grossi revelou que era constante o "desdém por brasileiros" que António Joaquim revelava: "Houve muitos outros casos. Havia um jogador que pedimos, o Romário, que o presidente insistiu que não trazia porque não sabia quem era, nem queria mais jogadores assim no clube. Também reclamou que outro atleta não jogava bem, só sabia passar gel no cabelo. Até a situação na casa em que treinávamos e fazíamos testes, estávamos todos juntos, negros, brasileiros, africanos, de todas e mais algumas raças e crenças, mas o presidente nem hesitou em dizer que os pretos ainda não tinham saído e que estava farto deles".
Sobre Ricardo Nascimento, o adjunto não aponta nada negativo. "Tenho o maior respeito por ele. Aprendi muito ao trabalhar com o Ricardo e sinceramente no V. Sernache. A única razão para não gostar era mesmo as condições desfavoráveis que o presidente António Joaquim nos colocava constantemente", abordou Marcello Grossi, que reflectiu sobre a falta de condições para tratamento médico e de lesões dentro das instalações do clube. "Era deplorável, nem sequer tínhamos bolas para treinar".
Grossi também relatou uma situação com um jogador nigeriano, Salé: "Não inscreveu nem pagou o jogador. Nós insistimos para que ele tratasse do assunto e ele nem sequer nos justificou as acções".
No entanto, o treinador revelou que o mais chocante foi mesmo o tratamento que obtinha pessoalmente de António Joaquim.
"Ele nunca me tratou pelo nome. Desde o início. Era sempre "Zuca". "Zuca" em todo o lado. Até um dia em que apareceu na casa onde eu e o Daniel (Tavares) estávamos alojados, para o tentar convencer que devia ficar no clube e abandonar o resto da equipa técnica. Aí já era Marcello", disse Grossi, reafirmando o desdém pelo presidente do V. Sernache.
"Houve até uma situação em que recebemos uma queixa de um jogador, que não era cumprimentado pelo presidente. Ele perguntou-nos se o António tinha algum problema com brasileiros, mas nós não quisemos problemas, e não confirmamos essa situação", declarou Grossi, que neste momento está a recuperar de uma situação familiar e de regresso ao Brasil, garantindo que em Portugal para já só volta para trabalhar com Ricardo Nascimento, por quem diz ter "um respeito enorme".
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