Jaime Gouveia é o novo líder da SAD do U. Madeira

Polícia foi chamada duas vezes à sede unionista

• Foto: Hélder Santos

Após uma tarde surreal, onde a presença da PSP na sede do União, foi reclamada por duas vezes, primeiro pelo presidente da Assembleia-Geral, Estanislau Barros, depois pelo representante do novo acionista Nuno Sampaio, a novidade surgiu já ao começo da noite.

Jaime Gouveia é o novo presidente da SAD unionista, num conselho de administração (proposto pelo Clube Futebol União) que entra em funções já na terça-feira e tem ainda seis novos administradores, sendo três deles executivos, com Sérgio Nóbrega a liderar a parte executiva, numa espécie de CEO. "Esta é uma solução até acabar este mandato, que é em fevereiro/março do próximo ano", revelou o líder da assembleia-geral. Confirmada ficou também a demissão do anterior presidente Filipe Silva, bem como a saída do administrador, Aurélio Sousa. Sobre a saída de Filipe Silva, Estanislau Barros afirmou: "Foi afastado e também pediu a demissão à entrada da Assembleia".

«Uma vergonha o que se passou»

Filipe Silva, que cessou as suas funções mas que terça-feira ainda marcará presença no treino da equipa para se despedir de atletas, treinador e funcionários do clube, teceu duras críticas ao que se foi passando ao longo da tarde desta segunda-feira. "Uma vergonha o que se passou. Para mim chega. Um clube centenário como o União não pode viver um momento como este, sendo chamada a polícia por duas vezes. Primeiro para retirar um funcionário que sempre deu apoio nas diversas assembleias-gerais que se realizaram na SAD, enquanto o representante do novo investidor foi impedido de estar na sala, numa perfeita ingratidão, pois tem sido ele que vem pagando salários, viagens, hotéis, refeições, entre outras coisas, representando milhares de euros", disse revelando que o investidor tem 27 por cento das ações da SAD azul e amarela e tal compra está escrita numa ata.

Quanto ao pedido de demissão, "o senhor presidente da assembleia não quis receber as cartas de demissão, agindo em coação com o senhor António Lopes, um dos acionistas. Já há muito tempo que dizemos que pode apresentar uma lista, mas nunca o fez. Chega, é deplorável, de gente que não gosta do União. Isto é uma guerrilha e nós estamos fartos". Por último, Filipe Silva questionou: "Quem vai arranjar dinheiro, cerca de 200 mil euros, par fazer aos compromissos que estão à porta e para cumprir até ao final da época".

Nuno Sampaio chamou a polícia

Nuno Sampaio foi o representante do acionista Paulo Rodrigues (Carmo e Rodrigues Imobiliária) e que foi impedido de estar presente na assembleia-geral para apresentar as suas ideias em relação à SAD. Foi o próprio a chamar a PSP e explicou porquê: " Fui proibido, sem saber o porquê e tive de chamar as autoridades para identificar essas pessoas". E revelou que vai continuar na Madeira: "Acabei de chegar, com um atraso do avião e vou ficar no Funchal. Vou aguarda indicações e falar com o investidor para delinear uma estratégia, pois viemos para ser uma solução e não um problema. Não sou madeirense, mas sei onde o clube devia estar. Vinha para gerir o futebol, com apoios e unir os sócios e accionistas".

Quanto ao que foi alegado para o não reconhecimento das acções de Paulo Rodrigues, Nuno Sampaio afirmou: "Disse que não as reconhecia". O futuro do investidor na SAD azul e amarela não está em causa. "É um grande gestor, com muita vontade de ajudar o União e não vai desistir. O mais importante é a equipa de futebol estar bem. Lamento que não nos deixem ajudar, pois temos muitas parcerias para fazer".

Terça-feira será o primeiro dia sob a gestão de uma nova SAD, que terá pela frente muitos problemas e milhões de euros de dívidas.

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