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Agora ao serviço do Oleiros, jogador conta várias histórias em torno do comportamento do presidente do clube, que considera "bipolar"
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O médio brasileiro Luiz Grando deu a Record algumas declarações sobre o presidente António Joaquim, do V. Sernache, e da recente polémica em que este está envolvido, após as acusações de racismo feitas pelo treinador Ricardo Nascimento.
"Desde o primeiro dia em que entrei no clube senti o presidente muito rijo, e com pouca tolerância para os atletas. Estava bem num dia, cumprimentava, e no outro, estava muito mal, e não falava com ninguém. Se o tivesse que descrever numa palavra, seria bipolar", afirmou o centro campista que agora atua no Oleiros, onde considera que as condições "são completamente diferentes", reafirmando que no V. Sernache as condições de trabalho eram mínimas.
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No que respeita ao V. Sernache, Grando assegura que o grupo de trabalho era constantemente assediado e muito afetado pelo que o presidente dizia: "As piadas que ele fazia eram ofensivas e muitas vezes os jogadores sentiam-se coagidos a achar que era tudo uma brincadeira, mas na verdade não era. Sentiamo-nos ofendidos e os jogadores mais novos sentiam-se ainda pior".
"O Ibra é um rapaz fantástico, com um coração de ouro. É muito novo, logo a adaptação foi muito difícil, e fizemos de tudo para que ele se sentisse bem no grupo. No entanto as atitudes do presidente não ajudaram e as situações no balneário, onde claramente ele tentava decidir quem devia jogar e quem não devia jogar, indo até contra ao que o treinador queria, eram horríveis", declarou a Record Grando, que reafirmou o mau tratamento aos jogadores pelo "atrito" criado no plantel.
"Ele às vezes entrava no balneário depois de um jogo e dizia que éramos uma vergonha. Um dia até disse que se descêssemos de divisão, que íamos sempre jogar na Distrital, pois iria fazer tudo para que não voltássemos a jogar uma única divisão acima", revelou o médio.
Em relação às atitudes constantes, Grando considera que Antóno Joaquim era muito "irónico", salientando que dois elementos da equipa técnica saíram, mas que Ricardo Nascimento, que diz ser "um excelente profissional, muito experiente e muito conhecedor de outras culturas e realidades", fez de tudo para acabar a época e continuar a trabalhar, acabando também por não resistir às condições de trabalho.
No lado pessoal, o jogador de 26 anos revelou que a comida tinha muitas vezes de ser paga com o "próprio salário" e que a água quente não "durava mais do que apenas cinco minutos", o que obrigava um plantel de mais de 20 jogadores a tomar banho muito rápido e sem condições.
"Fazia críticas incompreensíveis. Além disso, tinha pouca atenção no que eram as regras. Num jogo da Taça de Portugal fui expulso eu e outro colega, mas de acordo com o que o presidente disse, joguei no jogo seguinte. Fui impedido de jogar os dois seguintes jogos por incumprimento de regras, e ainda fui multado no salário. Houve até alturas em que não me colocaram o dinheiro na conta justificando com essa situação", afirmou o brasileiro.
As situações e condições médicas também mostraram ser de uma incompreensão incrível por parte de António Joaquim, tal como revelou Grando: "Não havia equipamento para os fisioterapeutas e eu tive de pagar do meu próprio bolso todo o tratamento médico que recebi", disse, revelando também que António Joaquim não cumpriu o confinamento obrigatório, nem infetado com Covid-19. "Ele saia na mesma de casa, andava por aí, mesmo com Covid. Os jogadores tinham até de ter cuidado com as infecções, mas ele não se importava".
Por fim, Luiz Grando fez referência às diferenças existentes no Oleiros, onde se encontra agora: "Quando as pessoas querem, sabem trabalhar e fazer do futebol um lugar melhor. O Oleiros é fantástico e um trampolim incrível para quem quer vingar no desporto. Para mim e para os meus colegas, chegar aqui depois de experiências como aquela que tive em Sernache, é uma vitória incrível".
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