Lusitânia de Lourosa acusa Sanjoanense de ter feito quatro paragens para substituição

Clube vai fazer participação disciplinar ao Conselho de Disciplina da FPF

O Lusitânia de Lourosa acusa a Sanjoanense de ter efetuado quatro paragens para substituição de jogadores, durante o jogo do último sábado, quando os regulamentos permitem apenas três. Em comunicado, o clube refere que o adversário enquadrou a quarta paragem naquilo que é designado por 'substituição por concussão' mas que o futebolista em causa foi substituído devido a "uma aparente lesão numa das pernas" e "manteve-se no banco até ao final do jogo".

O Lusitânia de Lourosa revela ainda que vai fazer uma participação disciplinar ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol e pedir uma reunião com o Conselho de Arbitragem. Record contactou os responsáveis da Sanjoanense, que, para já, não vão reagir a esta polémica.

Leia o comunicado na íntegra:

"Após o dérbi de hoje entre o Lusitânia de Lourosa FC e a Associação Desportiva Sanjoanense, dois dos clubes, à data, melhor classificados no Campeonato de Portugal, vimos, desta forma, demonstrar a nossa total indignação para com os acontecimentos ocorridos, bem como comunicar as ações que esta direção, em consequência, irá diligenciar a bem da verdade desportiva, do respeito pelo profissionalismo/trabalho de todos os envolvidos e pelo fair play que temos vindo a demonstrar dentro e fora de campo:

1. Durante o jogo foram efetuadas 4 paragens para substituição de jogadores por parte da Associação Desportiva Sanjoanense, quando regulamentarmente só são permitidas 3 por equipa;

2. Perante a suposta irregularidade, identificada pelo Lusitânia de Lourosa FC, foi informado pela equipa de arbitragem no final do jogo que, no âmbito do Comunicado Oficial da Federação Portuguesa de Futebol N.º CO-00340 (Substituição Extra por Concussão Cerebral), datado de 8 de fevereiro de 2021, a 4.ª paragem era enquadrável na designada "substituição por concussão";

3. De acordo com o supramencionado Comunicado (Protocolo A) a "substituição por concussão" pode ser efetuada nas seguintes condições, e passamos a transcrever:
a. "Imediatamente após a ocorrência de uma concussão ou suspeita da mesma;
b. Após os 3 minutos iniciais de avaliação no terreno de jogo, e/ou após uma avaliação no terreno de jogo; ou
c. Em qualquer outra altura que uma concussão ocorra ou haja suspeita da mesma (incluindo quando um jogador já tenha sido avaliado e tenha regressado ao terreno de jogo)."

4. De acordo com a equipa de arbitragem, este enquadramento é devido, pelo que acontece ao minuto 37, com a substituição do jogador Zé Leite, camisola 34 da Associação Desportiva Sanjoanense;

5. O jogador em causa, de acordo com factos ocorridos e claramente evidenciados com as imagens do Lourosa TV, apresentou de facto necessidade de substituição, em momento algum correlacionada com a alegada "concussão cerebral", mas sim com uma aparente lesão numa das pernas;

6. Inclusive, o jogador em causa, manteve-se no banco até ao final do jogo, tendo saído do recinto desportivo com os restantes colegas, cerca de 2 horas e 30 minutos após a ocorrência, o que contraria até a eventual suspeita de "concussão cerebral" que, a ter existido, exigiria uma avaliação e assistência médica imediatas, dada a gravidade da situação em causa;

7. De notar que a Associação Desportiva Sanjoanense não se fez acompanhar por um médico para este jogo, sendo que o que estava presente era do Lusitânia de Lourosa FC. No entanto, a existir tal suspeita, sobre o jogador referido, deveria ter sido imediatamente alertado para avaliar a situação e agir em conformidade – o que não ocorreu;

8. No final do jogo, já nos balneários, o médico do Lusitânia de Lourosa FC foi efetivamente chamado a fazer uma avaliação do jogador da Associação Desportiva Sanjoanense em causa, tendo avaliado a situação como uma eventual lesão muscular na perna (situação documentada no relatório respetivo).

Perante o atrás exposto, reiteramos a nossa posição relativamente à evidente irregularidade da 4.ª paragem, para efeitos de substituição do referido jogador da Associação Desportiva Sanjoanense. Esta posição do Lusitânia de Lourosa FC baseia-se no não enquadramento do argumento apresentado pela equipa de arbitragem, no âmbito do definido para a situação de "concussão cerebral", de acordo com o Comunicado Oficial da Federação Portuguesa de Futebol N.º CO-00340 (Protocolo A – Procedimentos) e fique ainda claro que, a enquadrar-se, consubstanciar-se-ia numa situação de "negligência grosseira" e até criminal, por parte dos responsáveis do clube visitante, pois seria a vida do próprio jogador que poderia estar em causa.

Mais informamos que, neste jogo importante do Campeonato de Portugal, tivemos a presença de um Delegado da Federação Portuguesa de Futebol, no entanto, e coincidentemente, não contámos com a presença de nenhum Observador do Conselho de Arbitragem.

Por nos sentirmos altamente lesados com situações como a atrás relatada, pelo respeito que o nosso Lusitânia de Lourosa FC merece por parte de todos os intervenientes, nomeadamente dos reguladores, mas também pelos seus 96 anos de história, pelo trabalho consistente e comprometido de toda uma estrutura diretiva e técnica, pelos jogadores, pela massa associativa e seus simpatizantes, temos a "obrigação" e iremos diligenciar no sentido de:

1. Fazer uma participação disciplinar junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, para que atue em conformidade;

2. Marcar uma reunião com o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, para expor as sucessivas ocorrências nas quais o nosso clube tem vindo a ser altamente prejudicado.

Atingimos, no jogo de hoje, limiares verdadeiramente incomportáveis e indignos, e como já referimos, pelo nosso quase centenário Lusitânia de Lourosa FC e sempre, mas sempre, pela defesa da verdade desportiva,

A Direção do LLFC."

Por Pedro Ponte
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