Vasco Matos e a estreia como treinador: «Sabem que é muito fácil lidar comigo mas a exigência é máxima»

Adjunto de Filipe Coelho passa a técnico principal no Vilafranquense

• Foto: Vilafranquense

Vasco Matos estreia-se como treinador principal aos 37 anos no Vilafranquense, clube onde acabou a carreira de futebolista em 2016 e onde desempenhava as funções de adjunto do técnico Filipe Coelho, que anunciou a saída esta semana para partir para um desafio no estrangeiro.

Enquanto jogador, foi companheiro de equipa do presidente da SAD (Rodolfo Frutuoso), do vice-presidente (Pedro Torrão) e do diretor-desportivo (Nélson Veiga) . Agora, descreve-se como uma "pessoa fácil de lidar", um "observador" com "exigência máxima" na luta pelos objetivos. A primeira imagem de marca do novo técnico está definida.

"Queremos competição interna, autoavaliação, sendo melhores todos os dias. Esse tem de ser o grande desafio de um jogador. Todos os dias há que melhorar e o jogador sair do treino sentindo que deu o máximo. Se não melhorou, tem de saber onde deve melhorar", reiterou Vasco Matos a Record. O novo treinador do Vilafranquense (2º classificado da Série D do Campeonato de Portugal) sublinhou depois que a "equipa é muito competitiva e vai continuar a sê-lo" ainda que não eleve em demasia as expectativas, não apontando para já à 2ª Liga: "Estamos no segundo ano nos Campeonatos Nacionais depois de termos estado arredados muitos anos. Há clubes que já estão enraízados neste campeonato há muito tempo. Temos vindo a provar dentro do campo que somos uma equipa boa. Se continuarmos humildes, com os pés bem assentes no chão e a trabalhar fortes cada vez mais, acredito que possamos disputar todos os jogos para ganhar."

Quanto a ficar ligado ao futebol após pendurar as botas, o sonho começou a construir-se desde há muito. "A paixão pelo treino principiou aos 28 anos. Analisava o que os melhores faziam. É muito importante ver como se faz mas também como não se faz", explicou, acrescentando que foi "aprendendo com todos os treinadores" que se 'atravessaram' na sua carreira de jogador que aconteceu em clubes como Aves, Portimonense, V. Setúbal, Felgueiras, Beira-Mar ou Olhanense, depois de ter cumprido a formação no Sporting.

"Em relação a uns treinadores, não era o que eu idealiza na forma de pensar o jogo e ter sucesso. Há outros em que me identificava mais e dos quais ia retirando algumas coisas. Sem querer esquecer ninguém, destaco o Paulo Fonseca, o Lito Vidigal, o Vítor Oliveira que é um homem diferente e especial... No Campomaiorense, o Diamantino Miranda fez-me ser homem rapidamente. O futebol juvenil já acabou", recorda. 

No balneário estão jogadores, outrora companheiros de Vasco Matos na temporada 2015/16 como são os casos de Bernardo Carlos, Anta, Charles, Miguel Lourenço, David Moura, Fábio Freire e Luquinhas. O novo técnico dos ribatejanos garante encarar a situação com normalidade até porque é um grupo que tem tido um "comportamento espetacular". "É um pouco estranho treinar ex-colegas, mas por outro lado é fácil porque eles compreendem a situação. São inteligentes e isso facilita as coisas. Eles já me conhecem as características", referiu.

A estreia de Vasco Matos no banco do Vilafranquense está marcada para domingo, às 15 horas, em partida da 13ª jornada da Série D do Campeonato de Portugal, no reduto do Loures.

Por Flávio Miguel Silva
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