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Contratado no passado mês de setembro, na sequência das graves lesões sofridas, em treino, por João Gonçalves e Luís Pires, o brasileiro César tornou-se determinante na equipa do Boavista, ao ponto de ter sido eleito pelos adeptos axadrezados como melhor jogador da equipa no mês de novembro.
O guarda-redes, de 32 anos, recebeu, ao início da tarde desta quinta-feira, o prémio correspondente a esse reconhecimento e falou do passado, revelando como viveu os momentos que passou sem contrato com o Boavista, entre o fim da época passada e o início da atual, do presente, tanto a nível individual como coletivo, e ainda do futuro próximo, que passa pela receção ao Farense, jogo no qual as panteras procuram o primeiro triunfo e o primeiro golo em casa, na presente edição da Liga.
Prémio: "Primeiro, agradeço muito. O sentimento maior é de gratidão. Eu sei todo o esforço que é, não só meu, mas de grande parte das pessoas que estão ao meu redor. E poder receber o prémio é, primeiro, uma honra. Agradeço muito, agradeço aos adeptos que votaram e desejo que possa dar continuidade. Acredito que isto é uma recompensa, que me motiva ainda mais a trabalhar, a avançar. E também é bom para todos aqueles que estão ao meu redor, principalmente a minha família, que fica ainda mais contente."
Titularidade é destino: "Não posso deixar de falar que eu acredito sempre que Deus tem o melhor reservado para toda a gente. E nós seguimos a trabalhar. Eu lembro-me que, desde o início, sempre fui muito feliz e grato por ter chegado ao Boavista. Quando aqui cheguei a primeira vez, a primeira vez que eu entrei no estádio, vi todo o cenário, tudo aquilo que poderia acontecer. Então eu mentalizei-me desde o início. As coisas não aconteceram da maneira que eu queria, nem no tempo que eu queria naquele momento, mas não parava de acreditar e de saber que Deus tinha uma recompensa. Nunca perdi esse sentimento e continuo com ele, acreditando que coisas melhores estão por vir. É um tempo bom, mas ainda acredito que tem coisas melhores para acontecer."
No Porto quando assinou contrato: "Eu queria muito ficar por aqui. Era um desejo meu e da minha família. Eu fui de férias para o Brasil naquele tempo em que acabou o meu contrato, acabou a época [2023/24], mesmo sabendo que não tinha um destino de volta. Mas eu falei com a minha esposa e combinámos que iríamos voltar. Falámos com os nossos familiares, estivemos com ele, demos abraços, mas eu queria voltar. E voltei para cá, continuei a trabalhar com fé, porque essa é a minha profissão e eu sempre gostei dela. Continuei a trabalhar com pessoas extremamente capacitadas, e voltei ao Boavista, onde quero dar continuidade, porque tem uma equipa que me cerca e que me dá força para seguir. E eu fico feliz por isso."
Prémio de dezembro para um avançado: "É isso, acho que os prémios são só uma motivação. Mas se ele não vier para mim e a equipa conseguir todos os resultados positivos, eu continuarei mais feliz do que nunca. Quero poder contribuir em todas as partidas possíveis, mas se realmente tiver ali o Bozeník [a receber o prémio], se os colegas fizerem golos para termos resultados positivos e alcançarmos o nosso objetivo o mais rápido possível, isso vai deixar-me ainda mais feliz, sem dúvida nenhuma."
Bozeník: "Eu acredito que todo mundo quer sempre fazer o melhor, principalmente um atacante, assim talvez como um guarda-redes, que deseja que a sua baliza esteja a zero todos os jogos. Eu acredito que o atacante quer sempre fazer golos, se possível, em todos os jogos. Então, enquanto as coisas não acontecem, obviamente ele fica procurando, ele fica querendo que isso aconteça o mais rápido possível. Mas uma coisa que eu posso falar dele é que é um homem que nunca parou de trabalhar e é um exemplo e uma referência para muitos dentro do balneário e no nosso dia a dia. Então, acredito que mais cedo ou mais tarde as coisas vão acontecer e ele vai voltar a fazer os golos e contribuir muito para a gente alcançar os objetivos."
Farense: "Espero que a equipa consiga voltar a vencer em casa, esse é o nosso objetivo, trabalhamos todos os dias para isso. E queremos que aconteça o mais rápido possível, para sentirmos a alegria dos adeptos. Acho que é para isso que o clube inteiro trabalha. Eu até quero poder contar com o máximo dos adeptos, porque eles são a nossa força, são quem motiva esse clube. E eu quero que volte o entusiasmo, que seja de dentro para fora, porque acho que esse é o nosso propósito."
Vitória é determinante: "Todos os jogos são indispensáveis, é um campeonato longo e a sabemos a importância de cada jogo, seja fora ou em casa. O Farense realmente é um clube que está abaixo da linha de água. Queremos vencer, vai ser um jogo difícil, mas eu creio que é extremamente possível conquistar uma vitória."
Por Nuno Barbosa