FIFA admite "erros" mas mantém "total apoio" a Gianni Infantino

Gianni Infantino, presidente da FIFA, quer expandir o Mundial'2030 de 48 para 64 seleções
• Foto: AP

O secretário-geral e os membros do conselho de administração da FIFA reiteraram esta quarta-feira o seu "total apoio" ao presidente da entidade, Gianni Infantino, apesar de reconhecerem "erros" no projeto que visava vender a privados participações nos Mundiais de futebol.

"Após uma reunião em Rabat, em Marrocos, o secretário-geral da FIFA e os membros do conselho de administração da FIFA presentes reafirmaram o seu total apoio ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, como o único dirigente eleito pelas 211 associações membro da FIFA", lê-se no comunicado divulgado através do portal do organismo que rege o futebol mundial.

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Por sua vez, Infantino manifestou o seu total apoio ao secretário-geral e à administração da FIFA pelo "trabalho essencial e excecional que têm vindo a desenvolver na concretização da sua visão".

Segundo o documento, "foi discutido e acordado que os processos, a comunicação e as interações entre o presidente, o secretário-geral e o conselho de administração da FIFA, que apoiam a concretização desta visão, podem e devem ser continuamente melhorados em termos de eficácia e eficiência".

Na reunião foi destacado o "excelente trabalho" da administração da FIFA, que "garantiu o sucesso" do Mundial'2026, sendo considerado que tal "não teria sido possível sem que o presidente da FIFA, o secretário-geral da FIFA e a administração da FIFA falassem a uma só voz e trabalhassem como uma só equipa".

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Por isso, a gestão de topo da FIFA mostrou-se "plenamente confiante" de que os resultados da reunião de hoje irão reforçar a governação da FIFA", bem como "ajudar a restaurar a confiança" na organização.

"E permitir-nos preparar-nos para os principais eventos e desafios futuros de forma unida e transparente, ao mesmo tempo que continuamos a nossa missão de desenvolver o futebol em todo o mundo", sublinhou a FIFA.

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A reunião abordou também a proposta FIFA Forward Enterprise (FFE), sobre o qual "foram reconhecidos os erros cometidos", tendo ficado acordado que "não era intenção que o Conselho da FIFA e as associações membro da FIFA se sentissem excluídos do processo e que o processo deveria ter sido conduzido de forma diferente".

A FIFA "reconheceu ainda que também foram cometidos erros após a fuga da proposta para a comunicação social", acrescentando que foi feito "um pedido de desculpas por estes erros", numa carta enviada ao Conselho da FIFA e às federações-membro, com o compromisso de garantir que não se repitam.

E sublinhou que será conduzida uma revisão do processo e um relatório, que será apresentado ao Conselho da FIFA na sua próxima reunião.

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"Com a retirada do projeto, ficou acordado que a FIFA não tolerará mais quaisquer ataques à sua integridade, boa governação e devido processo legal, e tomará todas as medidas necessárias para proteger e salvaguardar o seu nome e reputação", acrescentou.

Este comunicado foi emitido no mesmo dia em que o dirigente ítalo-suíço esteve em Rabat, capital de Marrocos, onde Infantino, único candidato assumido às eleições previstas para março de 2027, reuniu hoje com outros dirigentes do organismo e saiu sem prestar declarações à imprensa.

Infantino anunciou a recandidatura à presidência da FIFA em maio, num Congresso realizado antes do Mundial'2026, que se disputou entre Estados Unidos, México e Canadá e foi conquistado pela campeã europeia Espanha.

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O advogado pode chegar aos 15 anos no cargo, caso seja reconduzido e permaneça em funções até 2031, sendo que perdeu o apoio de algumas federações nos últimos dias, principalmente europeias, e tem sido criticado.

Infantino, de 56 anos, foi nomeado como nono presidente da história da FIFA em 2016, ao derrotar três adversários nas urnas, para suceder ao suíço Joseph Blatter, que renunciou ao cargo um ano antes e foi impedido de participar nas atividades do organismo até 2027, após enfrentar acusações de fraude e corrupção, das quais seria absolvido de forma definitiva pela justiça helvética em 2025.

Depois de completar o remanescente do derradeiro mandato de Blatter, o antigo secretário-geral da UEFA concorreu sem oposição em 2019 e 2023 e foi eleito por aclamação nesses dois escrutínios, unanimidade que ficou em risco na semana passada, com a proposta de um modelo de comercialização dos Mundiais a ser retirada no sábado, quatro dias depois do anúncio.

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Segundo os estatutos da FIFA, o primeiro triénio da presidência de Infantino não conta para o limite de 12 anos, pelo que o ítalo-suíço, alvo de inúmeras controvérsias, sobretudo nos últimos meses, pode liderar o organismo aquando do próximo Campeonato do Mundo, a realizar em Portugal, Espanha e Marrocos.

Antes de se fixar na Europa e em África, o Mundial'2030 vai celebrar o centenário da prova com três jogos na América do Sul, entre Argentina, Paraguai e Uruguai, anfitrião e vencedor da edição inaugural, em 1930.

O Campeonato do Mundo vai decorrer pela primeira vez em seis países e três continentes e promoverá a terceira organização conjunta, após Coreia do Sul e Japão, em 2002, e Estados Unidos, México e Canadá, em 2026.

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Por Lusa
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