Os dois candidatos às eleições do Boavista para o triénio 2025-2027 continuam a debater argumentos, tendo em vista o ato eleitoral marcado para o próximo sábado. Desta vez, a lista de Filipe Miranda crítica a tomada de posição do seu concorrente Garrido Pereira pelo facto de este pretender adiar o ato formal da tomada de posse, tal como vincou na reunião de ontem com o presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), Tavares Rijo.
Filipe Miranda, diretor do futsal do Boavista, quer tomar posse dos Órgãos Sociais eleitos o mais rapidamente possível, determinando a data para quatro dias após as eleições, ou seja no dia 22, quarta-feira, pegando de pronto em todos os dossiês que considera urgentes. Já Garrido Pereira, pelo contrário, registou que prefere adiar por mais algum tempo a tomada de posse, nesta caso para reunir mais condições e entrar ativamente na gestão do clube depois disso.
"Qual o motivo que possa querer um candidato na situação atual protelar a tomada de posse, quando diz inclusive que tem as soluções para resolver e auxiliar a SAD?", interrogam os responsáveis pela lista de Filipe Miranda a Record, deixando ainda bem explícito o perigo de se adiar a tomada de posse:
"A inação num contexto tão crítico pode, de fato, conduzir o Boavista a uma situação ainda mais precária, culminando, potencialmente, na descida de divisão. A ausência de ações decisivas para sanar os problemas financeiros e administrativos poderá resultar em consequências severas, não apenas em termos de desempenho desportivo, mas também em relação à reputação e à viabilidade da instituição a longo prazo."
"O Boavista já passou por uma despromoção isso acarreta uma série de desafios adicionais, incluindo a perda de receitas provenientes de bilheteira, patrocínios e direitos de transmissão, além de uma diminuição do apoio dos sócios e simpatizantes. Tal espiral negativa pode ser extremamente difícil de reverter, tornando ainda mais premente a necessidade de que os candidatos apresentem soluções concretas e viáveis para estabilizar o clube e que sejam imediatas!
Neste contexto, a urgência em tomar decisões é evidente. A escolha de um líder que não apenas compreenda a gravidade da situação, mas que também demonstre capacidade para mobilizar recursos e implementar mudanças eficazes, será decisiva para a sobrevivência do Boavista. Assim, a tomada de posse imediata revela-se imprescindível. A falta de um compromisso firme e de uma estratégia clara para abordar os problemas em curso torna-se um risco. Os sócios devem estar atentos àqueles que demonstram não apenas a capacidade de diagnosticar os problemas, mas também a determinação e a visão necessárias para implementar as mudanças exigidas. O Garrido Pereira candidato prova com esta ação não ter soluções imediatas. É simples, deixe para quem sabe o que fazer, e não divida os sócios, não ponha os 'sonhos de menino' à frente do nosso tão grande Boavista", avisa Pedro Cortez, o mandatário da lista de Filipe Miranda.
Por António MendesEquipa constituída por sócios e adeptos do Boavista também anunciou formação de uma Academia e várias modalidades
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