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Existem suspeitas de "lucros ilícitos" estimados em 10 milhões de euros
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O Boavista Futebol Clube e a respetiva SAD, administradora do futebol profissional 'axadrezado', bem como Vítor Murta, ex-presidente das duas entidades, foram constituídos arguidos, após as buscas realizadas hoje no Estádio do Bessa, no Porto.
Fonte judicial confirmou à agência Lusa metade das identidades dos seis visados, entre pessoas individuais e coletivas, pela Polícia Judiciária (PJ), que está a investigar empresas ligadas ao fenómeno desportivo, por suspeitas de "lucros ilícitos" estimados em 10 milhões de euros (ME).
Vítor Murta foi presidente do Boavista entre dezembro de 2018 e janeiro de 2025, tendo sido sucedido por Rui Garrido Pereira, e liderou a SAD 'axadrezada' de agosto de 2020 a maio de 2024, altura em que deu lugar ao ex-futebolista senegalês Fary Faye.
Em comunicado, a Diretoria do Norte da PJ revelou ter cumprido 10 mandados de busca domiciliária e não domiciliária nas regiões do Grande Porto e de Viseu, no decurso de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, recolhendo documentos e equipamento informático relevantes durante as diligências.
As investigações incidem sobre factos ocorridos entre 2023 e 2024, estando em causa suspeitas de fraude fiscal, frustração de créditos e branqueamento de capitais, alegadamente praticados por "quadros dirigentes, contabilistas certificados, escritório de advogado e sociedade de revisores oficiais de contas".
"O modus operandi em causa implicou a utilização de contas bancárias de passagem tituladas por terceiros singulares, transferências internacionais e depósitos em numerário de origem e destino não clarificados, movimentos esses justificados apenas parcialmente e por contratos de empréstimos cruzados que levantavam suspeitas quanto à ocultação de rendimentos, desvio de fundos com vista a prejudicar credores e ulterior branqueamento", revelou a PJ.
O Boavista, que deveria disputar a II Liga de futebol na temporada 2025/26, falhou a inscrição nas competições profissionais e, mais tarde, também viu negado o licenciamento por parte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para participar na Liga 3, decorrendo o prazo para apresentar recurso junto do Conselho de Justiça (CJ) do organismo.
O incumprimento de pressupostos financeiros determinou essas duas decisões, sendo que, se não for dado provimento a essa contestação pelo CJ da FPF, os 'axadrezados' serão relegados para os escalões distritais da Associação de Futebol do Porto, hierarquicamente abaixo da Liga 3 e do Campeonato de Portugal.
Na semana passada, o clube liderado por Rui Garrido Pereira e a SAD comandada por Fary Faye formalizaram o pedido de insolvência junto do Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia.
Despromovido à II Liga em maio, após fechar a edição 2024/25 da I Liga no 18.º e último lugar, com 24 pontos, o Boavista concluiu um trajeto de 11 épocas no escalão principal.
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