AF Leiria suspende competições por tempo indeterminado devido à "situação catastrófica" do distrito

AF Coimbra e AF Lisboa vão manter atividade no fim de semana

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Imagens aéreas mostram Leiria 'debaixo de água'

As competições de futebol no distrito de Leiria vão continuar suspensas por tempo indeterminado devido aos danos "catastróficos" da tempestade Kristin, enquanto em Coimbra, Santarém e Lisboa mantêm-se os jogos deste fim de semana, confirmaram esta 5.ª feira os responsáveis.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Futebol de Leiria (AFL), Carlos Mota Carvalho, traçou um cenário desolador após o levantamento preliminar dos estragos.

"A situação está catastrófica. Estamos a fazer o levantamento dos danos nos campos e pavilhões e não sabemos realmente quando é que os clubes terão condições [para retomar a atividade desportiva]", afirmou, sublinhando que, por agora, não é possível "dar qualquer data ou previsão" para o reinício das competições distritais, estando a gestão a ser feita "semana a semana".

Segundo o dirigente, a destruição afeta os concelhos de Marinha Grande, Pombal e Leiria, onde a falta de rede telefónica dificultou os contactos nos últimos dias.

"Há muitos pavilhões danificados, alguns dos quais cujo telhado foi arrancado na totalidade, campos de futebol com pinheiros e postes caídos, redes rebentadas", descreveu Carlos Mota Carvalho, acrescentando que a falta de energia elétrica é outro entrave crítico para os treinos noturnos e utilização de balneários.

Até ao momento, na zona mais fustigada, apenas a Academia Desportiva CCMI, no centro de Leiria, retomou os treinos, permanecendo a maioria dos recintos inoperacionais.

"É muito imprevisível nesta altura apontar uma data para retomar", reiterou.

Em sentido inverso, a Associação de Futebol de Coimbra (AFC) confirmou à Lusa que as competições oficiais, suspensas desde o dia 30 de janeiro, vão mesmo ser retomadas este fim de semana.

"As competições vão ser retomadas. Pode haver um jogo ou outro que se possa adiar, mas a jornada em si vai em frente", garantiu Vítor Simões, da AFC, assegurando que as previsões meteorológicas para os próximos dias não alteram, para já, o planeamento de retomar o calendário.

Também no distrito de Lisboa, o impacto da intempérie foi limitado, com a Associação de Futebol de Lisboa (AFL) a avançar à Lusa o adiamento de 30 jogos, 22 dos quais de futebol de 11 e oito de futebol de 9 (escalão de formação), no concelho de Torres Vedras.

Os encontros já foram remarcados para o fim de semana de Carnaval, a 14 e 15 de fevereiro.

O levantamento efetuado pela AFL identificou danos materiais no Clube Oriental de Lisboa (cobertura da bancada), no Alcainça (redes) e no Casalinhense (banco de suplentes).

Apesar dos prejuízos, que o presidente Vítor Filipe considerou "significativos" para a realidade do futebol amador, as instalações permanecem operacionais para treinos e jogos.

O presidente da AFL explicou que, num universo de 600 jogos, a escala dos danos não é preocupante, excetuando o caso do Oriental, que apresenta um valor de recuperação mais elevado.

Contudo, a associação mantém o contacto permanente com os clubes para assegurar que a atividade desportiva se mantém sem interrupções graves na maioria dos 16 concelhos do distrito.

O mesmo sucede em Santarém, onde a jornada se irá disputar, prevendo-se apenas o adiamento de cerca de 20 encontros (maioritariamente de camadas jovens) nos concelhos de Ourém e Ferreira do Zêzere, onde persistem problemas de iluminação e danos em infraestruturas, revelou à Lusa, na quarta-feira, o presidente da associação distrital, Joaquim Martinho.

Desde a semana passada, 11 pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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