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Também tem como objetivo valorizar as boas práticas desportivas dentro e fora de campo...
O cartão "Branco/Fair play", um cartão que tem como objetivo valorizar as boas práticas desportivas dentro e fora de campo, foi esta quinta-feira apresentado em Lisboa, no palácio Foz.
Este cartão, que possibilita aos árbitros reconhecer e recompensar as atitudes e comportamentos eticamente relevantes por parte de todos os agentes desportivos e do público, é considerado pelo secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, como "um reforço positivo pelo comportamento eticamente positivo".
"O cartão branco é a possibilidade que se dá a um árbitro em determinado momento do jogo exibir um cartão branco, que é um reforço positivo pelo comportamento eticamente positivo, pelo `fair play´ demonstrado, um sinal importante, porque reforça a imagem do árbitro, que deve ser também uma imagem positiva", afirmou.
Emídio Guerreiro realçou o facto deste cartão possibilitar uma igualdade, fazendo com que "quem tem um comportamento positivo esteja ao mesmo nível de quem cometeu uma falta que não devia ter feito", esperando que este projeto piloto tenha continuidade, para que na próxima época existam "mais modalidades envolvidas, mais federações e competições".
O cartão, que pode ser mostrado tantas vezes quantas o árbitro considerar necessárias, com o intuito de favorecer o espírito desportivo, e que será aplicado em escalões dos 10 aos 15 anos, já começou a ser usado na Associação de Futebol de Setúbal, iniciativa que, para o seu presidente, Sousa Marques, é importante nos escalões de formação, para que sejam envolvidas "questões de ética" no processo de aprendizagem dos jogadores.
Em representação das equipas de arbitragem de futebol, estiveram presentes o antigo árbitro internacional Pedro Proença e o árbitro João Capela, acompanhados pelo presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), José Fontelas Gomes, que descreve o cartão branco como "um projeto que valoriza a ética, o `fair play´ e o despoletar de valores que devem estar no futebol".
Para os árbitros presentes, o cartão branco será benéfico, com o antigo árbitro internacional Pedro Proença a afirmar que o mesmo "é o cortar com o paradigma que esteve sempre associado à exibição do cartão", enaltecendo a possibilidade de "revelar as boas práticas e enaltecer o bom espirito do `fair-play´", assim como João Capela, que identifica este cartão como "uma evolução positiva" para que os comportamentos positivos no futebol "sejam valorizados".
Além do futebol, as modalidades de basquetebol, andebol e hóquei em patins vão adotar este cartão, sendo que, para o vice-presidente da federação portuguesa de patinagem, Paulo Rodrigues, a importância destes cartões é necessária" para se ver o desporto como uma escola de valores", quer para atletas quer para o público.
"A importância destes cartões brancos, e vendo o desporto como uma escola de valores, é tentar educar mais quem está fora da pista do que quem está lá dentro. É educar quem está a ver o jogo", reiterou.
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