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A FPF entregou um requerimento à Direcção-Geral de Contribuições e Impostos pedindo a anulação (por falta de substracto) da notificação recebida dia 17, que estipula o prazo de 15 dias úteis para o pagamento da dívida dos clubes ao Fisco, no âmbito do despacho assinado em 1998, conhecido por “Totonegócio”.
Gilberto Madaíl mostrou-se “estupefacto” pela falta de diálogo do ministério de Bagão Félix e recusa qualquer responsabilidade na dívida, estipulada em 20 milhões de euros. “A notificação só teria razão de ser se a FPF tivesse assumido as dívidas, mas actuámos como meros gestores. Se há devedores, eles hão-de pagar.”
Negando assim qualquer responsabilidade subsidiária, a FPF entende que, a haver notificações, estas deverão ser feitas aos clubes. “Optaram, no entanto, pela decisão mais popular”.
Madaíl recorre ao despacho para sublinhar que estava prevista uma reavaliação dos valores em causa para este ano e que a Federação foi esquecida ou ignorada.
Foi também solicitada uma reunião com Bagão Félix e a Liga de Clubes. “Não pretendemos qualquer regime de excepção para os clubes de futebol. Estamos dispostos a colaborar com a administração fiscal para que os clubes paguem, mas somos meros intermediários”, referiu Gilberto Madaíl: “Não é sacudir a água do capote, porque não estamos à chuva.”
Gilberto Madaíl acusa o Estado de falhar com as obrigações estipuladas no “Totonegócio”: “Nós também deveríamos ter visto o aumento das receitas do Totobola. Já nessa altura as receitas estavam a cair. Ainda por cima, foram criados jogos de concorrência, como a Raspadinha, a Lotaria Popular e o Loto 2. Quem controlava a origem das receitas nada fez para evitar o descalabro. Criou-se um 14º jogo mas não houve investimento nos prémios, que é o que interessa ao público.”
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