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Antigo diretor de comunicação do Benfica deixa muitas críticas ao ainda Presidente da República
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João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, revelou que Marcelo Rebelo de Sousa aceitou um cargo na Federação Portuguesa de Futebol. De acordo com a publicação em questão, partilhada no LinkedIn, João Gabriel diz que o ainda Presidente da República vai "presidir ao Conselho Superior" daquele organismo, e deixa-lhe muitas críticas, lamentando que este não tenha percebido a importância do cargo que ocupou no país desde 2016.
Leia a publicação de João Gabriel na íntegra:
"Marcelo, consultor de Pedro Proença na FPF!
Falta pouco mais de um mês para Marcelo Rebelo de Sousa deixar Belém. 10 anos depois sai de Belém sem perceber a natureza do cargo que ocupou!
Soares e Sampaio, apesar de um ser agnóstico e outro ateu, sempre compreenderam o peso histórico, cultural e social da Igreja Católica em Portugal e trataram-na com o respeito institucional que lhe é devido. Cavaco Silva, sendo católico praticante, manteve uma separação clara entre a sua fé pessoal e o exercício das funções de Estado. Com Marcelo, a fronteira institucional caiu. Deixou de haver Chefe de Estado; passou a haver um devoto em Belém.
Nos mandatos anteriores, e numa outra vertente, a relação dos Presidentes da República com a seleção nacional de futebol pautava-se por uma clara separação entre o apoio, o entusiasmo e a dignidade institucional do cargo. Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva acompanharam os grandes momentos do futebol português com respeito e orgulho, mas sempre com contenção, evitando confundir o papel de Chefe de Estado com o de comentador ou adepto militante.
Marcelo foi o oposto: um adepto hiperativo, comentador, analista, falando de tudo e de nada, com uma inexplicável ausência de limites, num exagero de palavras e gestos que agradava aos média, mas empobrecia a imagem da instituição que representava.
Pois bem: como Marcelo Rebelo de Sousa tem um horror visceral ao esquecimento, incapaz de aceitar o recato que naturalmente sucede ao exercício de um cargo de Estado, prepara-se para prolongar a sua presença no espaço público através de uma das poucas instituições que garante visibilidade permanente — o futebol.
Marcelo Rebelo de Sousa aceitou presidir ao Conselho Superior da FPF, um órgão de consulta do Presidente da Federação, Pedro Proença. Um cargo que, imagine-se, Rui Moreira recusou! Quando um ex-Chefe de Estado se dispõe a ser consultor de um presidente de uma federação desportiva é porque não percebeu a natureza do cargo que ocupou durante uma década! No caso de Marcelo não percebeu mesmo!".
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