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JORGE Coroado, 45 anos, despediu-se da arbitragem na final da Taça de Portugal, mas continua a ser uma referência para os adeptos. Tanto assim é que numa sondagem Record/Marktest publicada no domingo, a maioria dos inquiridos que aceitaram responder (29,6%) "escolheu-o" para liderar a Comissão de Arbitragem da Liga.
– Como é que reage ao facto de os inquiridos da nossa sondagem o preferirem para presidente da arbitragem, colocando-o à frente de Pôncio Monteiro, Carlos Valente, Pinto de Sousa e José Luís Tavares?
– Reajo de forma perfeitamente natural, sabendo que as sondagens fornecem elementos de estudo para análise, e não mais do que isso. Naquilo que me diz directamente respeito, é óbvio que estou satisfeito com o resultado.
– Sendo um indicador, o resultado da sondagem permite-lhe tirar alguma conclusão em relação a decisões que possa vir a ter de tomar no futuro, nomeadamente no que diz respeito a poder assumir efectivamente o cargo de presidente dos árbitros?
– O futuro a Deus pertence. Como não faço disso um cavalo de batalha, não teço comentários a esse respeito. Para que se pusesse a hipótese de vir a ter de responder a um convite, havia muitas outras coisas para resolver.
– Que comentário ao facto de os inquiridos (41,5%) preferirem o sorteio aleatório, sem condicionantes?
– É natural que as pessoas, em função daquilo que se tem passado com o sorteio condicionado, prefiram outra situação, que continua a não ser a melhor.
– E o que é que é necessário fazer para que as pessoas mudem de opinião?
– Deve ser-lhes feito sentir que é urgente que a capacidade e a competência se sobreponham ao factor sorte.
– Na mesma sondagem, os inquiridos também optaram maioritariamente pelo sorteio aleatório dos árbitros auxiliares...
– O que conduziu à rotatividade dos árbitros assistentes foram razões consistentes que eu corroboro. Hoje, entendo que já existem condições para que sejam formadas equipas de arbitragem, nas quais, eventualmente, quatro auxiliares possam colaborar com dois árbitros.
– O que é que mudou, de facto, para que tenha alterado a sua opinião?
– Penso que as situações que conduziram ao sorteio e à rotatividade dos auxiliares já não existem.
– Não está a responder.
– Olhe, digo-lhe que o sorteio existe porque havia maior desconfiança em relação a quem nomeava, do que propriamente em relação aos árbitros.
– Como têm sido estes primeiros tempos pós-arbitragem?
– Em concreto, ainda não me despedi da arbitragem. Quando eu pensava que iria ganhar maior tranquilidade, foi quando começaram a surgir mais solicitações. Têm sido torneios, jogos particulares – em média, dirijo dois jogos por semana.
– Depois da final da Taça de Portugal deu algumas entrevistas em que foi particularmente crítico para Vítor Pereira. Ele respondeu com um processo judicial.
– Não conheço, não sei quem é.
– Não conhece o árbitro Vítor Pereira?
– Não sei quem é.
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