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Penafiel-P. Ferreira, 2-2: Fonte de azar trocou os Paços

CRÓNICA

Dadas as circunstâncias do encontro de ontem e até pela fraca produtividade que o Penafiel tem vindo a apresentar no campeonato, o empate acabou por ser um péssimo resultado para as aspirações do Paços de Ferreira.

A equipa orientada por José Mota mostrou um colectivo de capacidade superior e um futebol mais equiparável ao que a I Liga exige, mas pagou bem caro as lacunas nos capítulos da entrega e, principalmente, da comunicação.

Nos descontos sobre os descontos, naquilo que se pode considerar um pontapé sem nexo para a frente de Kelly, o Penafiel chegou ao empate através de um autogolo infantil de José Fonte, num lance em que o guardião Peçanha também tem a sua quota-parte de responsabilidade: sem nenhum penafidelense por perto, o central tenta o atraso de cabeça e acabou por fazer um chapéu perfeito.

Lance inacreditável, principalmente para uma equipa que tinha tudo para garantir um precioso balão de oxigénio e acalentar a manutenção com outra perspectiva. Resultado: o Penafiel já não mete medo a ninguém, mas ainda pode arrastar muitos dos inseguros para o abismo. O Paços de Ferreira que o diga. Em dois desafios somou outros tantos empates...

Surpresa

Sem o justificar, o Paços marcou dois golos em lances de inspiração individual, com Pedrinha e José Fonte, cada pontapé à sua maneira, a facturarem golos de belo efeito. Para cúmulo, um erro de cálculo no tempo de corte do penafidelense Weligton justificou o vermelho directo.

Estava tudo a correr de feição aos visitantes e já nada fazia prever o pior, até o pior chegar. Antes do intervalo, na sequência de um livre de Bruno Amaro e de um último desvio do inevitável José Fonte, o Penafiel reduziu a diferença e aumentou as expectativas. Contudo, também nunca conseguiu reagir ao espírito de gestão do Paços, mas quis o destino que José Fonte fizesse o improvável e mesmo no final.

Árbitro

João Vilas Boas (4). Teve um desafio fácil de dirigir e correspondeu com correcção a todos os lances em que interveio. Na jogada de decisão mais difícil, portou-se à altura e não hesitou em mostrar o vermelho directo ao capitão Weligton.
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