Clubes admitem a hipótese de parar os campeonatos

Seguir Autor:

• Foto: Lusa

O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, admitiu após a Cimeira dos Presidentes a hipótese de os campeonatos profissionais ou mesmo de formação virem a parar, caso o Governo não atenda a várias reivindicações destes emblemas em áreas como violência, taxas dos seguros, apostas e modelo de governação.

"Sai daqui muita coisa boa. Sai fortalecido o grupo, a Liga e os clubes. Discutimos a violência no desporto, as apostas, os seguros e o modelo de governação que pretendemos. Pensamos todos que o futebol português tem que ser ouvido de forma séria e célere. Caso contrário, podemos correr o risco, caso as nossas pretensões não sejam ouvidas, de pensar na hipótese de pararmos os campeonatos. Sejam eles profissionais ou de formações. Os clubes e as SAD’s não são só futebol profissional. Não nos revemos na forma como o futebol português anda a ser tratado. As nossas reivindicações não têm sido aceites", referiu à saída da reunião.

"Falo da violência, das taxas dos seguros, as apostas, o modelo de governação. O amanhã é muito longo e nós queremos que o amanhã seja mesmo já amanhã. Os clubes têm muitas responsabilidades para cumprir e cumprem-nas. Devemos ser a indústria do país mais fiscalizada e que mais paga para o Orçamento do Estado. Como tal, queremos que este retorno seja reconhecido. A solidariedade está à mesma distância tanto de um lado como do outro. Queremos fazer sentir a quem de direito que pretendemos que as reuniões sejam conclusivas. Sentimos que o Estado tem demorado muito a resolver os problemas. E não sendo resolvidos, agravam-se. Estamos muito preocupados. Se estamos a falar que podemos até parar os campeonatos, o Governo que interprete como entender. O que queremos é celeridade na resolução dos processos e não que eles sejam adiados", acrescentou Carlos Pereira.

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo
Ultimas de Futebol Nacional Notícias
Notícias Mais Vistas