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Antigo médio, que passou 10 épocas no Bessa, aponta os culpados do atual contexto
Rui Casaca, antigo médio que se destacou ao serviço do Boavista, com quase 300 jogos em 10 temporadas, nas décadas de 80 e 90 do século passado, reagiu com a "alma ferida" e o "coração na mão" ao contexto atual do Boavista, que, além da crise desportiva e financeira, lida agora com um caso de buscas da PJ.
"Conheci o velho Bessa, o novo Bessa, e sobretudo o Boavista de verdade, aquele que fazia frente aos grandes, com raça, com orgulho, com identidade. Hoje olho para o que resta e custa-me reconhecer este Clube. Custa-me ver um Boavista sem rumo, sem estabilidade, a cair aos bocados. Não é apenas um caso jurídico - é um golpe à nossa história. Agora, ver o nome do clube misturado em operações financeiras, branqueamento e ilegalidades. Custa-me ver a falta de respeito por uma instituição centenária que formou homens, não só jogadores, e que deu tantas alegrias a esta cidade. O Boavista é Porto. É suor, é garra, é resistência. E agora vive num silêncio doloroso, esquecido por muitos, abandonado por outros, e usado por quem nunca o sentiu verdadeiramente", escreveu Rui Casaca, na sua página de Facebook.
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"Quem são os culpados? Os culpados não são os adeptos. Esses continuam lá, fiéis, mesmo sem promessas, sem vitórias, sem conforto. Os culpados são aqueles que usaram o Boavista como joguete financeiro, que venderam o clube a investidores sem alma, que pensaram que um clube é apenas um ativo, um número numa folha de Excel. Foram os que deixaram apodrecer a estrutura, os que prometeram milhões e trouxeram dívidas. Foram os que deixaram a formação e as modalidades ao abandono, que permitiram salários em atraso, que falharam com os jogadores, os treinadores, os funcionários - todos aqueles que, dia após dia, continuam a dar a vida por um clube que parece esquecido por quem devia protegê-lo", acrescentou.
"E também há culpa de quem ficou calado. De quem, podendo intervir, escolheu virar a cara. A omissão também mata clubes. Mas acima da dor, há amor. O Boavista não é só quem o gere mal. O Boavista somos nós - os que o viveram e os que ainda o sentem. O Boavista não vai morrer enquanto houver um só adepto que se levante e diga: 'Isto não pode continuar assim'. Hoje, falo como ex-jogador, mas mais ainda como homem ferido. Porque não se assiste impunemente à queda de algo que ajudaste a construir, que amaste, que te fez quem és. Dói. Muito. Mas também é essa dor que me diz que o Boavista ainda vive em mim - e em tantos outros", escreveu ainda Rui Casaca, encerrando a sua partilha da seguinte forma: "O Boavista merece mais. O Boavista precisa de nós."
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