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Treinador dos azuis desiludido com a descida de divisão
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No final do jogo que ditou a descida de divisão do Belenenses SAD, Franclim Carvalho não escondeu a sua insatisfação com a situação.
"Sabíamos da qualidade do adversário e da mobilidade que os três médios davam à equipa. Este era um jogo diferente, mesmo que quiséssemos esconder o que se passava nos outros jogos aos jogadores, aqui no estádio disseram o resultado ao intervalo e é normal que o balão vaze muito. A 2ª parte foi um pouco diferente e assumo que, face às oportunidades do adversário, tivemos alguma sorte. Nós tivemos metade das oportunidades do adversário. Na 1ª parte tentámos e sabíamos que, trabalhando em triângulo por fora, iríamos ter espaço nas costas do lateral. No entanto, não conseguimos fazer golo em nenhuma das ocasiões. Parece-me um resultado justo ao intervalo, a 2ª parte foi muito diferente pela carga emocional do próprio jogo", referiu.
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Defendendo que o jogo com o Benfica não marcou o grupo de trabalho, o técnico 'distribuiu' as culpas da descida, mas assumiu a responsabilidade pela situação: "Quanto à questão de não sermos bem visto, podia falar do jogo com o Estoril, dos cânticos da claque do adversário para nós e dos cânticos dessa mesma claque para um adversário nosso, neste caso o Moreirense, dois jogos depois. Não tenho nada contra isso, sentimos falta dos adeptos, mas o adepto não é para xingar e sim para apoiar. A crença dos jogadores é que nos permitiu chegar ao último jogo com possibilidade de nos mantermos, isto dependendo de outros. Aliás, tivemos quase sempre assim desde que cheguei aqui. Tivemos o pássaro na mão para dependermos só de nós na jornada passada, mas a margem de erro era zero. Agradeço aos jogadores, que também são culpados, assim como as três equipas técnicas- mais a nossa porque tivemos aqui mais tempo- e a administração. No final é fácil apontar o dedo, mas assumo as minhas responsabilidades, sou o maior culpado do insucesso da época do Belenenses SAD".
Franclim Carvalho abordou ainda o futuro. "O eterno Vítor Oliveira dizia que, no futebol, passado um mês ou dois, começava uma vida nova. Eu tenho contrato e tenho falado muito com o presidente, ambos sabemos que há muita coisa que tem de mudar, quer fosse na 1ª ou na 2ª Liga. No entanto, isso é o que menos importa neste momento", rematou.
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