Venda de Darci sob investigação

A venda de Darci, ex-avançado do Volta Redonda, para o Belenenses, em 1993, está a suscitar grande polémica no Brasil, tendo inclusivamente o Ministério Público Federal pedido a quebra de sigilo bancário, segundo o "site" brasileiro, Jornal Aqui.

No centro da investigação está a forma como os azuis, liderados na época por Luis Pires, pagaram a primeira tranche – uma transferência de 400 mil dólares, cerca de 400 mil euros – da compra do jogador.

De acordo com este "site", a primeira parte do pagamento, no valor de 300 mil dólares, foi paga pelo Belenenses em dinheiro e cheques, operação que o Volta Redonda não declarou ao Banco Central, sendo assim, a Direcção do clube, presidida por António Francisco Neto, foi acusada de evasão fiscal.

Esta situação foi descoberta quando o Volta Redonda apresentou queixa na FIFA, porque o Belenenses se atrasou no pagamento da última parcela de 100 mil dólares (cerca de 100 mil euros). A FIFA estabeleceu um plano de pagamento e a operação foi então dirigida através do Banco Central do Brasil, que constatou que o Volta Redonda já tinha realizado uma operação de 300 mil dólares, da qual não teve conhecimento a entidade bancária. Face a isto, o Volta Redonda foi multado em idêntico valor, ou seja, cerca de 300 mil euros.

O Banco entendeu que entraram 300 mil dólares ilegalmente no Brasil e o clube foi punido por esta situação.

Este valor, segundo os dirigentes brasileiros foi paga em cheques e dinheiro, mas o presidente do Volta Redonda, igualmente presidente da Câmara da cidade, assegura que não ficou com nenhuma verba, mas o Ministério Público Federal pode avançar com uma denúncia à justiça e todos os dirigentes do clube serão intimados a depor no processo e serão acusados de "crime de colarinho branco".

Por ora, a promotora Michelle Rangel de Barros espera ter autorização para que haja quebra de sigilo bancário para poder analisar os documentos que deram origem à multa que o Banco Central aplicou ao Volta Redonda.

Luís Pires nega irregularidades

Luís Pires, presidente do Belenenses na época em que o clube contratou Darci, garantiu ontem ao nosso jornal que a "transferência não teve qualquer irregularidade e que o Belenenses pagou os 300 mil dólares [cerca de 300 mil euros] através de transferência bancária. Nunca pagámos uma parte em dinheiro e outra em cheques. Isso é mentira. Se o Volta Redonda não declarou a operação ao Banco Central isso não era problema nosso, pois o clube limitou-se a pagar o que devia e estava combinado, relativamente à primeira tranche da compra do passe do jogador brasileiro".

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