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Joaquim Barbosa sublinha que clube focou-se em criar condições antes de pensar na subida
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O presidente do Rebordosa Atlético Clube (RAC), Joaquim Barbosa, assume que o clube está preparado para disputar, pela primeira vez, a Liga 3, objetivo que espera concretizar no final da época, no 28.º ano de presidência.
"Ao contrário de outros colegas [presidentes], que se focaram em subir, subir, nós optámos primeiro por criar condições. Mais recentemente, após reuniões com várias entidades, percebemos os pequenos ajustamentos a fazer no estádio para disputarmos divisões superiores, como espero que aconteça já em 2026/27", disse Barbosa, à agência Lusa.
A concretizar-se, a subida à Liga 3 será o ponto mais alto da história do Rebordosa, precisamente no ano em que o clube celebra (em maio) 60 anos. Para Joaquim Barbosa, representará também o culminar de mais de quatro décadas de ligação ao clube - uma das mais antigas no país -, iniciada ainda como atleta no antigo campo Fernando Santos, um pequeno pelado no sopé da freguesia. Já como presidente, acompanhou a mudança, em 2021, para o Complexo Desportivo de Azevido, um recinto moderno, com vista panorâmica sobre a cidade.
"Este ano, partindo de uma base de jogadores com vários anos de casa, reforçada por alguns atletas que fomos buscar e por um treinador muito ambicioso e exigente, a quem na época passada, após uma derrota, propus renovar contrato, não tive dúvidas em assumir desde início a ambição de subir", revelou.
Os primeiros treinos confirmaram as expetativas, reforçadas depois pelo desempenho da equipa, "demasiado forte" nas primeiras 10 jornadas.
"Em vários campos ouço, por vezes, dizer que o líder devia jogar mais, isto e mais aquilo. Sabe, também gostamos de jogar bem, mas, quando não é possível, focamo-nos no que mais interessa - vencer e somar três pontos", sublinhou.
Joaquim Barbosa destaca a ligação entre a exigência do técnico nos treinos - "ninguém tira o pé" - e a ambição dos atletas, confessando orgulho ao vê-los subir a fasquia, "ambicionando a presença na final do Campeonato de Portugal, no Jamor, a 10 de junho".
Já viu o Rebordosa ser campeão de série e depois não atingir o objetivo, mas acredita que agora tudo será diferente: "É das épocas em que estamos melhor preparados a todos os níveis, aliando ambição e qualidade da equipa técnica e do grupo aos muitos anos de casa da direção, incluindo o departamento médico. Acredito que as lesões não prejudiquem, mas estamos prontos para lidar com os espinhos".
O Rebordosa, líder da Série B, garantiu presença na fase de subida a sete jornadas do fim e ainda não perdeu no campeonato, um registo apenas igualado pelo Benfica nos campeonatos nacionais.
"Temos um plano minimamente preparado para lidar com o impacto da primeira derrota, que obviamente não queremos", assegurou Barbosa, sem entrar em detalhes, sublinhando a boa relação com o técnico Vítor Gamito.
Presidente e treinador encontram-se semanalmente, em conversas que Barbosa descreve como de "homem para homem", seguindo a ideia de "um por todos e todos pelo Rebordosa".
É nesta dialética que se escrevem novas páginas da história do clube, ainda marcada pelas memórias de figuras históricas do futebol português ou do próprio clube, incluindo os malogrados Moinhos, Djão e Guedes, ou, ainda, Fernando Madureira, antigo líder dos Super Dragões.
"Já era presidente quando ele se estreou como sénior. Podia ter sido melhor jogador, até um bom avançado, não fosse a grande paixão pelo FC Porto. Recordo-me de um jogo ao domingo e de o ver, na véspera, em Alvalade a apoiar o FC Porto [risos]", concluiu Barbosa.
Joaquim Barbosa sublinha que clube focou-se em criar condições antes de pensar na subida
Alteração de objetivos obrigou a mudanças no pensamento, mantendo foco na responsabilidade
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