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O jogo não podia ter começado da melhor maneira para o Marco, que estava a vencer por 2-0 apenas com 11 minutos do encontro decorridos. Todavia, a equipa da casa não soube aproveitar a vantagem, e deixou-se empatar já nos minutos de compensação, premiando a determinação dos comandados de Horácio Gonçalves. No primeiro golo, numa verdadeira entrada de leão, Ferreira disparou certeiro, de fora da área, ao ângulo superior da baliza à guarda de Saric, que não teve qualquer hipótese. Dez minutos volvidos, novo tento para os locais, por intermédio de Sílvio.
Reacção
Os varzinistas ficaram algo atordoados com a desvantagem e a história do jogo parecia estar escrita em claro favor dos comandados de Moura da Costa. Mas, com o intervalo, os visitantes tentaram rectificar os desacertos desde logo, tendo começado a refazer o resultado num lance algo polémico: Cícero marcou um livre, a sete metros da entrada da área do Marco. A bola embateu na barreira e os jogadores do Varzim reclamaram grande penalidade. O árbitro, bem colocado, nada assinalou, mas alguns segundos depois acabou por voltar atrás na decisão, apontando para a marcação da grande penalidade.
Cícero não desperdiçou a oportunidade de reduzir a desvantagem, embora o guarda-redes Celso ainda tenha tocado na bola.
Empate
Depois de terem sofrido o tento, os da casa mostraram algumas dificuldades em reagir, tremendo claramente face ao evoluir da equipa varzinista no terreno. E a verdade que os poveiros ameaçaram várias vezes o empate, nomeadamente num lance em que Costé, aos 70 minutos, cabeceou em condições que pareciam tornar o golo inevitável. Mas o remate foi ao poste.
O golo do empate, porém, surgiria mesmo, quando em Marco de Canaveses se esperava a todo o momento pelo final do jogo: num remate portentoso, pouco depois do meio-campo, Emanuel restabeleceu a igualdade, não dando hipóteses ao guarda-redes Celso. O empate final acaba, aliás, por ser o resultado mais justo, face ao empenhamento da equipa poveira no sentido de evitar a derrota.