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Os outros 3 plantéis dos 3 grandes

Os outros 3 plantéis dos 3 grandes
• Foto: MANUEL AZEVEDO

O domínio de FC Porto, Benfica e Sporting no futebol português não se traduz apenas nos títulos conquistados mas também no facto de dezenas de jogadores da sua formação estarem espalhados pelos demais 15 clubes que vão disputar o próximo campeonato do escalão maior. Numa altura em que a discussão sobre o presente e o futuro imediato do futebol português, a sustentabilidade dos escalões de formação e o seu reflexo a curto e médio prazo na própria Seleção Nacional, importa perceber, afinal, onde estão os produtos das escolas dos três grandes.

A primeira conclusão é clara: há pelo menos 63 jogadores formados no FC Porto, Benfica e Sporting (considerando apenas aqueles que fizeram um mínimo de 2 anos num daqueles clubes) espalhados pelos demais clubes da 1.ª Liga. É um número suficiente para constituir o plantel de 3 equipas e confirma que, apesar de tudo, muitos dos jogadores saídos das escolas dos grandes continuam a ter oportunidade de seguir as suas carreiras longe da casa mãe.

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A tradição das escolas de FC Porto, Sporting e Benfica acaba por se refletir de forma distinta na colocação de jogadores nos diversos clubes do escalão maior. Não deixa de ser curioso reparar que no que já é conhecido em relação à constituição dos plantéis, o Sporting seja o clube que menos jogadores fornece: apenas 16, contra 21 do Benfica e 26 por parte do FC Porto.

Os homens que passaram pela formação dos três grandes estão divididos de forma equilibrada pelos diferentes sectores: 5 guarda-redes, 18 defesas, 25 médios e 14 avançados. Destes 63 jogadores, nada menos que 33 têm um máximo de 25 anos, o mesmo é dizer que têm ainda muitos anos de carreira pela frente.

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Futuro da Seleção

A referência aqui feita à idade tem a ver com o passado de muitos dos jogadores em causa nas Seleções de formação e a projeção do que poderá ser o seu futuro na principal.

Nada menos que 40 dos 62 jogadores em causa (repete-se, que o número poderá aumentar à medida que os plantéis forem sendo reforçados), já passaram pelas Seleções de formação, sendo que 24 deles têm ainda menos de 25 anos.

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A dúvida que sempre se coloca em relação à progressão dos jovens talentos não se limita ao “salto” que dão da formação para as equipas principais. Também nas Seleções se passa o mesmo e basta verificar que dos 40 jogadores que passaram pelas equipas jovens apenas 2 chegaram à Seleção Nacional, mas sem conseguirem notabilizar-se: Custódio (Sp. Braga) e André Santos (V. Guimarães).

Belenenses à frente

O Belenenses é o clube que mais aproveita a formação dos três grandes. No Restelo estão nada menos do que 7 jogadores naquelas condições: 3 vindos do Benfica, 2 do FC Porto e outros 2 do Sporting. Arouca e V. Guimarães, com 6 jogadores cada, são os emblemas que se seguem no ranking do aproveitamento das escolas em causa. No polo oposto está o Nacional, com apenas um jogador formado no Benfica. Curiosamente, os dois clubes da Madeira, Marítimo e Funchal, têm 4 jogadores cada da sua própria formação.

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Santos da casa fazem milagres

Os grandes fornecedores dos outros 15 clubes da 1.ª Liga, Benfica, Sporting e FC Porto, também apresentam nos seus plantéis jogadores formados por si. Na Luz, às ordens de Jorge Jesus, estão nada menos que 10 jogadores vindos das suas escolas mais Marcos Valente e Steven Vitória, com passado no FC Porto. Em Alvalade, Marco Silva dispõe de 13 jogadores formados em Alcochete, enquanto Lopetegui conta apenas com 4 homens formados em casa e mais dois (Quaresma e Ricardo) que foram criados pelo Sporting. É caso para dizer que também os 3 grandes aproveitam o trabalho da sua formação.

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