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Técnico assume muitas limitações para a receção ao Benfica, mas defende que o Arouca terá uma palavra a dizer
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Armando Evangelista deu corpo aos tempos difíceis que o Arouca atravessa por força do surto de Covid-19 que forçou o adiamento do jogo frente ao Estoril, na última jornada, e limitou a preparação da receção ao Benfica para defender a necessidade de mais tempo de trabalho, mas também não se refugiou nos vários problemas que limitam a sua estratégia para projectar a audácia que este encontro reclama.
"São tempos atípicos e as dificuldades são públicas, mas não nos vamos fazer de coitadinhos. Somos homens, queremos surpreender e, embora cientes do grau de dificuldade que se apresenta, certamente teremos uma palavra a dizer", justificou o técnico, garantindo que a sua principal preocupação foi aquilatar a disponibilidade dos seus jogadores: "Para este tipo de jogos o grau de motivação é sempre elevado, pelo que o problema foi reunir todo o grupo e preparar o jogo com o rigor que ele justifica. Houve atletas que só fizeram o primeiro treino hoje. É uma condicionante que me levanta dúvidas sobre se os jogadores estão preparados para corresponder à exigência física que este desafio implica".
Contexto que conduziu o treinador a defender a necessidade de mais tempo de trabalho, mas também a aceitar as regras em função do que está estipulado nos regulamentos.
"Quem votou nestas regras foram os clubes e todos aceitaram as condicionantes . Gostava de ter mais tempo para perceber a condição dos atletas, porque houve uns que tiveram sintomas e outros não, mas resta-nos ir para a frente e encontrar soluções, já que, mesmo sabendo das dificuldades, queremos superar-nos e surpreender o Benfica", comentou Armando Evangelista.
Já sobre a possibilidade de tirar proveito de uma eventual instabilidade nos encarnados, o treinador foi perentório a salientar que não vê "nenhum trunfo para o Arouca": "Este cenário não é exclusivo do Arouca, mas, naquilo que é a balança de dificuldades entre os dois clubes, ela pende sempre para o Benfica, pelo que o importante é focar-nos nas soluções internas que podemos apresentar e não naquilo que, hipoteticamente, o adversário poderá estar a passar".
Criatividade
Para além dos casos de Covid-19 que condicionaram a preparação dos arouquenses, Armando Evangelista tem ainda de lidar com os castigos dos avançados Odday Dabbagh e André Silva e o técnico não escondeu a necessidade de "improvisar para conseguir provocar desconforto no último reduto do Benfica". "Vários adversários têm uma equipa B ou sub-23 para ajudar a complementar as soluções, mas as ausências do Odday e do André é mais um problema que não vale a pena estar a lamentar. Gostaria de os ter, mas não tenho, pelo que é preciso ser criativo", comentou Armando Evangelista , sem esconder a elevada possibilidade do reforço David Simão estrear-se pelos arouquenses: "O David não compete há algum tempo, mas também não estava no lote de jogadores que testaram positivo e pode apresentar-se melhor pelo facto de ter estado sempre a trabalhar".
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