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Treinador considera que a receção ao V. Guimarães vai ser muito dura
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O Arouca ainda não conseguiu obter duas vitórias consecutivas na Liga Betclic na era de Vasco Seabra, mas o técnico defendeu que o momento é de crescimento em função dos quatro jogos sem sofrer golos nas últimas sete jornadas, bem como o plano de dar continuidade a essa coesão na receção ao V. Guimarães.
“A dimensão dos últimos jogos, onde conquistámos 11 pontos e tivemos quatro jogos sem sofrer golos, dá-nos a ambição de fazer duas vitórias seguidas, mas sinto que este jogo com o V. Guimarães vai ser duro por força da competitividade e agressividade do adversário pelo que teremos de ter uma dinâmica enorme”, referiu Vasco Seabra, salientando que “o Vitória gosta de pressionar e jogar para a frente, pelo que vai ser um jogo interessante de assistir”.
Já sobre os motivos que suscitaram a aquisição de seis reforços no mercado de inverno e ditaram outras tantas saídas, o técnico justificou com a necessidade de maior equilíbrio defensivo e proporcionar mais minutos de competição a elementos que não estavam a ter o espaço necessário em Arouca.
“Seis alterações não me parecem descabidas. O nosso plano era proporcionar mais equilíbrio defensivo e proporcionar o contexto de evolução necessário a elementos com um vínculo prolongado ao Arouca, mas que não estavam a ter tanta utilização”, defendeu Vasco Seabra sem esconder o objetivo de realizar uma segunda volta mais desafogada: “As aspirações são as mesmas e passaram por fazer pequenos ajustes no grupo para conferir outra qualidade e competitividade interna e tentar fazer melhor”.
A aposta cada vez mais recorrente em mercados internacionais em detrimento do jogador português também foi outro assunto que também mereceu a atenção de Vasco Seabra na antevisão ao jogo com o V. Guimarães, até porque o lateral Tiago Esgaio foi o único jogador português titular no jogo que o Arouca disputou frente ao Rio Ave na última jornada.
Plano complexo por estar sujeito a demasiadas variáveis, mas que Vasco Seabra defendeu com a necessidade dos clubes encontrarem um equilíbrio entre a vertente desportiva e financeira.
“Fala-se muito da aposta em estrangeiros, mas Portugal também nunca exportou tantos jogadores como agora. É um pau de dois bicos. O nosso talento é único e também é por isso que os vêm buscar e eles querem ir porque não temos orçamentos para os segurar”, sustentou o treinador, sublinhando que “o futebol tornou-se um negócio altamente disputado onde cada clube, jogador e televisão quer ganhar sempre mais”: “Para mim o futebol é cada vez mais global, mas este processo carece de mais capacidades. O nosso talento tem valor, que já é elevado, mas não é tão elevado como em Espanha ou Inglaterra, por isso eles são elevados e os clubes têm de encontrar outras alternativas para continuarem a ser sustentáveis”.
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