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Declarações do treinador do Arouca na antevisão à visita aos beirões
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Na antevisão da última partida da primeira volta do campeonato, Vasco Seabra antevê uma visita complicada a Tondela, cuja formação dispõe de jogadores muito físicos e um estilo de jogo marcado pelo seu técnico.
O que espera da equipa do Tondela? “Jogo de dificuldade elevada, como são todos, num campo difícil de jogar. Muito difícil para as equipas pela dimensão e pela envolvência que os adeptos do Tondela acabam por criar, porque estão muito próximos do relevado. Vai ser um jogo de exigência e muito físico contra uma equipa que se organiza muito bem. É também uma equipa difícil de bater porque é muito organizada defensivamente. E depois é uma equipa que, tenho a certeza absoluta, treina muitas situações de bola parada porque apresenta muitos argumentos nestes lances. Portanto, equipa difícil na bola parada e muito agressiva defensivamente. Ofensivamente, processos muito simples, com chegadas muito rápidas à baliza e que nos vai obrigar a estar num nível de concentração muito alto. As duas equipas só estão separadas na classificação por pontos, sendo que o Tondela que tem menos um jogo. Estamos muito próximo um do outro e, naturalmente, acrescenta essa importância que já sei que toda a gente lhe dá. Para nós, a importância é porque é o próximo jogo. Não é um jogo decisivo para nada. É um jogo decisivo para que nós possamos manter o nível de responsabilidade e o nível de exigência máximo para que possamos sair com os três pontos de um adversário que vai vender caro cada segundo e cada metro de terreno no campo. Sabendo disso, vamos preparados para as dificuldades. Temos também capacidade para chegar, batalhar, trabalhar muito e estamos capazes de conseguir sair com os três pontos. Mas para isso temos de estar no máximo da nossa capacidade.”
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Como analisa taticamente a equipa de Cristiano Bacci num encontro que vai opor um Tondela que tem tido muitas dificuldades no ataque e um Arouca que tem reforçado o seu momento defensivo? “Sim, temos vindo a melhorar o momento defensivo, é verdade. Tivemos dois jogos seguidos sem sofrer e agora sofremos dois golos de bola parada. Portanto, em termos de jogo corrido a equipa sente-se mais segura, mais confortável e mais capaz. De qualquer das formas, obviamente, crescimento para a bola parada, que também é importante para este jogo. E é uma equipa que, o [Cristiano] Bacci entrou há pouco tempo, já se notam diferenças relativamente àquilo que estava para trás. Não quer dizer que seja melhor ou pior, mas notam-se diferenças porque é a ideia também do treinador. E nota-se que é uma equipa que, independentemente de ter marcado menos golos, tem vivido também de uma solidez defensiva forte. Quando o treinador chega é natural que procure olhar mais para uma vertente do que para a outra. A verdade é que é uma equipa muito vertical e muito capaz do ponto de vista da chegada. Tem muita gente a chegar de trás para a frente. Na transição é uma equipa que joga muito para a frente, portanto, é um momento em que temos de estar com uma preparação da perda muito forte porque esse é um momento em que o Tondela aposta bastante. Depois, naturalmente, tem jogadores muito físicos, capazes de construir a três, capazes de construir a quatro, com largura máxima de um extremo e de um lateral. Outras vezes, até mesmo com a projeção do próprio lateral direito. É uma equipa que vai tendo a sua mobilidade e vai cada vez mais conseguindo chegar mais à frente. Nós sabemos que vamos defrontar um adversário que vai meter muita gente na nossa primeira linha, ou na nossa última linha, se formos olhar para trás, na nossa última linha defensiva. Vai meter lá muita gente e vai fazer um jogo muito vertical. Portanto, temos de ser fortes na primeira bola, fortes na segunda bola e diminuir os espaços para o adversário poder jogar. Mais do que aquilo que tem sido apresentado, é este crescimento que nós sabemos que eles têm vindo a ter e que temos de estar preparados para ele.”
Que análise faz do reforço Bas Kuipers e o que significa a chegada dele para os outros laterias esquerdos (Amadou Danté e Arnau Solà)? “Para já, quer dizer apenas que colmatamos de imediato a saída do [Amadou] Danté e precisávamos de ter mais uma solução à esquerda. Não sabemos o que é que vai acontecer até ao final do mercado, até porque há sempre propostas pelos jogadores. Portanto, não sabemos se vai haver alguma saída ou não dos nossos laterais. E repito que tínhamos de colmatar a ausência do [Amadou] Danté porque não sabemos quanto tempo mais vai estar na CAN e pode ser ainda um mês longo. Cada jogo para nós reflete muita importância. Portanto, queríamos que o Bas [Kuipers] estivesse o mais rápido possível. O Bas [Kuipers] é um jogador que traz naturalmente qualidade. É um jogador maduro, defensivamente estável, que tem muita qualidade técnica e que também consegue acrescentar do ponto de vista ofensivo àquilo que é a dimensão da equipa. Portanto, sentimos que nos vai acrescentar qualidade interna e competitividade para podermos ser mais fortes internamente e depois chegarmos melhores aos jogos.”
O que é que ainda pode chegar neste mercado de transferências? “Abriu o mercado e por isso é natural que possam chegar mais jogadores e que possam ser contextualizados e apetrechados para que o plantel fique mais equilibrado. Em todos os mercados é natural que surja uma ou outra solução. A verdade é que neste momento o próximo reforço que queremos que chegue rápido é o Mateo [Flores]. Acreditamos que vai chegar já bem depressa, por isso vai ser o reforço que a gente neste momento mais espera.”
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