Vasco Seabra e o Sp. Braga: «Vemos este desafio como uma oportunidade»

Treinador do Arouca sublinha que os minhotos "são uma equipa difícil de contrariar"

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Vasco Seabra
Vasco Seabra • Foto: Ricardo Ponte

O Arouca visita, pelas 18 horas deste domingo, o terreno do Sp. Braga, um jogo que o técnico Vasco Seabra antecipou como "fantástico", tanto pela capacidade do adversário como pelo "bom momento competitivo" que os lobos se apresentam, com duas vitórias consecutivas. 

Aliás, o treinador dos arouquenses está ciente das dificuldades que os minhotos podem proporcionar. "É uma equipa que, mesmo sem posse, é difícil de contrariar, porque é pressionante e mantém-se sempre muito alta em campo, com uma estrutura individualizada. Em posse, tem muita qualidade, com um processo bem vincado e uma identidade clara, mérito do Carlos Vicens", realçou Vasco Seabra, sem omitir que este desafio abre "uma oportunidade" para a equipa testar as suas propriedades: "Deu gosto poder observá-los, pois vemos estes desafios sempre como oportunidades. O Sp. Braga vai obrigar-nos a estar muito focados e intensos no jogo. É uma equipa a quem custa muito retirar a bola mas temos de o fazer."

Sem Niakaté e Lagerbielke, o eixo defensivo do Sp. Braga abre uma janela de oportunidade? "Creio que o Sp. Braga continua a ter muitas alternativas. O Vítor Carvalho já esteve no banco no último jogo, o Paulo Oliveira também jogou com o Sporting recentemente. Continuam a ser jogadores com muita qualidade, o Moscardo também tem entrado. Têm um ritmo altíssimo, ainda agora com o Betis fizeram uma excelente exibição. Portanto, é uma equipa com muita capacidade. A equipa vai ter que se desafiar, somos uma equipa que gosta de ser protagonista e de roubar a bola ao adversário, que irá exigir que em alguns momentos teremos de sofrer. Mas temos de ter personalidade."

O Arouca já operou três reviravoltas esta época. As respostas agradam-lhe? "O grande ponto positivo é que isso tem representado o nosso dia a dia habitual. A equipa nunca desiste e evidencia isso diariamente nos treinos. Nunca fica a chorar sobre o leite derramado, continua a lutar e continua a perceber, assim, que tem capacidade para reverter os resultados. Obviamente não queríamos isto, porque queremos dominar e entrar a ganhar, mantendo o resultado até ao fim. O único sinal negativo é esse, que queremos sempre entrar a ganhar. Mas também demonstra a personalidade, critério e capacidade que queremos ter."

Trezza? Tem de dar à perna como os outros (...) É um campeão, está preparado para tudo e é um jogador em quem eu confio muito.
Vasco Seabra

Treinador do Arouca

Trezza regressa após castigo. É um bom reforço? "Tem de dar à perna como os outros (risos). São as boas dores de cabeça que quero ter e até brincamos com isso. Quando tivemos a possibilidade de fazer entrar o Pablo [Gozálbez], ele fez o golo da vitória e um bom jogo. Mas a verdade é que o Trezza sempre teve um compromisso gigante. É um campeão, está preparado para tudo e é um jogador em quem eu confio muito, tem uma influência muito grande na equipa. Mas também confio nos que entraram. Vamos deixar esta dúvida pairar sobre o início do jogo."

Há ansiedade competitiva por poder conquistar pontos frente ao 4ª classificado? Estreia de Mayulu. "Há uma ansiedade competitiva top, muito alta. É a que gostamos de ter, pois leva-nos para um patamar muito bom. Estamos num momento bom para competir contra uma equipa muito difícil e competimos frente aos grandes, na segunda volta, de uma forma muito boa. Gostamos de roubar pontos a todas as equipas e eles não fogem à regra. Em relação ao Fally [Mayulu], estou feliz, porque deu um sinal de que está bem fisicamente. Mostra-se um jogador com um nível físico muito bom. Claro que o campeonato está a seguir de forma muito rápida para o seu final, mas não há grande tempo para gestão e tê-lo é muito bom."

A equipa está muito diferente da primeira volta. "É devido à confiança e continuidade no processo. Os jogadores mantiveram fiéis no trabalho e internamente nunca se desviaram do processo. Todos os ajustes, seja a nível do plantel ou táticos, têm sempre a ver com o alinhamento coletivo e com a forma como nos mantivemos estáveis, fruto da própria estrutura até aos jogadores. Quando isso acontece, temos a probabilidade de ter esta perspetiva de bom resultado. Portanto, nestes seis jogos que temos, queremos olhar para os 18 pontos e dar uma amostra de que este crescimento foi sustentado e é normal."

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