Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Treinador dá corpo à ambição do Arouca
Seguir Autor:
Apesar do bom momento do Arouca, Vasco Seabra sustenta a ambição de bater o pé ao FC Porto, líder do campeonato e adversário no jogo que abre a 24.ª jornada da Liga Betclic (amanhã, 18H45), de forma a prolongar o bom momento que a sua equipa atravessa, como fez questão de sublinhar esta quinta-feira na conferência de imprensa de antevisão.
Do ponto de vista dos resultados, é um bom momento para o Arouca jogar com o FC Porto. O Arouca ganhou três dos últimos quatro jogos, mas, por outro lado, há a questão dos castigados Tiago Esgaio, Lee Hyunju e Espen van Ee. Como vai ser jogar sem três jogadores habituais no onze?
“É importante reconhecer que são baixas importantes. Não vamos estar a fugir à questão nem a tapar o sol com a peneira, mas, de qualquer forma, confiamos no grupo, confiamos no plantel e, portanto, temos segurança naqueles que vão entrar, naqueles que vão ter a sua oportunidade para também competirem. Vamos ter pela frente um adversário extraordinariamente difícil, que perdeu, creio que, sete pontos em 23 jornadas. É o reflexo daquilo que tem como ambição para o jogo de amanhã. Sabemos que é um jogo muito difícil, na casa do 1.º classificado e, portanto, temos esse respeito, mas esse respeito não representa medo, representa vontade de competir. A verdade é que os resultados positivos que temos vindo a ter representam também a segurança e a consistência que a equipa tem vindo a demonstrar e sentimos que esse trabalho diário, de dia a dia, da forma como a equipa tem vindo a competir, crescer e maturar-se dentro do próprio jogo para poder ter um controle maior e também uma capacidade de enfrentar as adversidades de forma mais forte, leva-nos para uma confiança grande de que vamos ter esse respeito pelo adversário, mas jogando com essa identidade que nos caracteriza, sabendo que vamos ter momentos de dificuldade. Nesses momentos de dificuldade queremos agarrar-nos uns aos outros e, obviamente, provocarmos também dificuldades no adversário, porque também é sempre o objetivo.”
Não há alturas boas para enfrentar o líder do campeonato, mas esta acaba por ser a menos má, até pelo bom momento do Arouca, mas também pelo momento menos bom do FC Porto, que soma um empate e uma derrota também nos últimos quatro jogos. Acredita que este é o momento menos mau para enfrentar o FC Porto?
“Podemos ver as coisas de outra forma. O FC Porto não quer perder mais pontos, porque já os perdeu. Há sempre o copo meio cheio e meio vazio. Centramo-nos naquilo que o adversário faz, que é muito competente ao fazê-lo. É uma equipa muito bem treinada, que tem uma ideia de jogo muito vincada. Sabemos o que é que eles vão fazer, mas sabendo que, naquilo que vão fazer, são extraordinariamente fortes e, portanto, é uma equipa que tem um processo de jogo muito capaz, concede muito pouco aos adversários, tem, creio que, sete golos sofridos. Ou seja, é uma equipa que concede muito pouco aos adversários. A altura ideal é aquela que acontece. Nós não ficamos, normalmente, muito iludidos ou desiludidos com o calendário que nos sai. São as incidências que são. Nós temos que jogar contra todos os adversários. Calhou de o FC Porto ser para nós um adversário que aparece num momento em que agora, na segunda volta, iniciamos muito bem. Nos primeiros seis jogos fizemos, de facto, quatro vitórias na segunda volta e isso leva-nos para um momento de confiança, mas, ao mesmo tempo, também nos traz a necessidade de entendermos que essas vitórias não vieram por acaso, vieram do esforço diário de cada um, da forma como nos unimos enquanto equipa e é dessa forma que a gente tem de encarar os desafios, sabendo que vamos ter um desafio difícil, mas, obviamente, estando preparado para ele e sabendo que, dentro dessas dificuldades, queremos mostrar também a nossa força.”
Além desta questão anímica, taticamente falando, que desafios é que espera que o FC Porto venha a colocar ao Arouca e vice-versa?
“O FC Porto é uma equipa que tem um jogo posicional muito rígido, muito fechado também, com movimentos muito padrão e, obviamente, é uma equipa que convida-nos a toda a hora a estar a tentar saltar à pressão e, ao mesmo tempo, se nós não saltarmos, tem um jogo de profundidade também muito forte, muito agressivo. É uma equipa que pede muito na frente, com movimentos dos interiores muito fortes, bolas a entrar por fora pelos extremos com roturas constantes dos laterais em espaço lateral central, portanto, coloca muita gente depois para poder romper nas costas. Cada vez que há passos atrasados tem também vontade de procurar aproveitar as costas porque nos tenta fazer subir a linha para depois aproveitar as costas. Quer nos atrair dentro para poder jogar, é uma equipa que também tem muito jogo interior. Sabendo dessas coisas, nós sabemos e tentamos competir nelas, tentamos que a nossa equipa seja capaz de ser agressiva, compacta e não conceder esses mesmos espaços, sabendo que é um adversário que procura isso e, ao mesmo tempo, defensivamente é uma equipa que procura amassar, procura marcar quase de forma individual para não permitir que o adversário tenha momentos de bola e depois é forte na bola parada, como temos vindo a assistir. É uma equipa que marca tudo muito rápido, seja livres, seja lançamentos, seja cantos, portanto, é uma equipa que é poderosa e que nós temos essa ambição de a defrontar e de mostrar que temos a capacidade para competir com eles.”
Dylan Nandín regressou aos golos na última jornada. Qual é a importância para ele e até para o próprio Arouca que o jogador tenha conseguido voltar a introduzir o esférico na baliza?
“Os pontas de lança ficam normalmente mais nervosos quando não marcam golos, porque vivem de golos e vivem dessa expectativa também. Fui sempre dizendo aqui durante as várias conferências, quando me perguntaram sobre os nossos pontas de lança não terem golos, que aquilo que eles mostravam em treino dava-nos a segurança que as coisas iriam acontecer e aparecer. A verdade é que o Barbero fez quatro golos nos últimos jogos e está num momento muito bom, o Dylan Nandín teve uma fase mais complicada de lesões, que impediu-o de estar num momento de forma tão bom quanto é aquilo que a gente lhe reconhece. Portanto, ter feito este golo também lhe retira essa carga emocional que ele próprio cria sobre ele, essa exigência, ele é um jogador muito exigente sobre ele mesmo, que quer competir sempre num limite muito alto e foi importante para ele. Fiquei muito satisfeito por ele e a equipa ficou muito satisfeita por ele. Reconhecer também que o Pablo Gozálbez, quando estava 2-0 [contra o Nacional], podia ter tentado ser ele a fazer o golo. Não o fez, deu a melhor solução à equipa e ajudou também o colega. Foi um momento de espírito de equipa e o Dylan Nandín também reconhece isso e ficamos felizes por ele.”
O meio-campo do FC Porto é de alta rotação e o Arouca perdeu dois jogadores do meio-campo, que é uma zona nevrálgica do equilíbrio do jogo. Vai lançar jogadores com menos minutos de jogo, por isso, como é que procura minimizar o impacto negativo, ou essa vantagem que o FC Porto ganhará por ter jogadores altamente rotinados? Isso pode afetar o equilíbrio da equipa?
“Acreditamos que a equipa valerá sempre pelo seu todo e tal como referi há pouco, é natural que três jogadores que tenham tido muitos minutos na nossa equipa façam falta, isso é evidente. De qualquer das formas, a confiança que temos no restante grupo e no restante plantel, dá-nos também essa confiança de queremos olhar para o jogo, definir um onze que na nossa ótica são os melhores que podem entrar no jogo, sabendo também que queremos ter oportunidades no banco para que esses jogadores que não tenham tantos minutos e possam eventualmente quebrar num ou outro momento, tenham capacidade de ser substituídos por novos jogadores e não perdermos gás e não perdermos intensidade, ritmo e exigência. É valorizar aquilo que vai ser a nossa dimensão coletiva no jogo, a forma como conseguimos, os onze jogadores que estão dentro do jogo, competir, fechar espaço e trabalhar coletivamente para diminuir essas diferenças e, obviamente, quando algum der o berro, ter outros com uma vontade também muito grande de competir e de ajudar a equipa.”
O FC Porto tem muitas vitórias por 1-0, enquanto o Arouca tem um dos melhores ataques da segunda volta. Podemos dizer que se há equipa que pode ameaçar a consistência defensiva do FC Porto é este Arouca?
“Acreditamos que sim e vamos com essa ambição. É também verdade que vamos defrontar uma equipa que defensivamente é muito forte, tal como referi há pouco, tem apenas sete golos sofridos, portanto, esse é mais um desafio interno que nos deixa felizes de podermos ser uma das equipas que produz muitos golos e, obviamente, irmos defrontar uma equipa que defensivamente é muito segura e muito forte. Quem gosta de competir sente sempre este bichinho, esta vontade de jogar contra os bons e aqueles que estão em 1.º, que estão neste momento e são a melhor defesa, nós sermos capazes de batê-la e de competirmos dentro desse jogo para sermos nós a conseguir conquistar e a conseguirmos fazer."
O Diogo Monteiro está preparado para jogar a lateral direito? Foi testado nos minutos finais contra o Nacional nesse sentido? O Diogo Monteiro é mais central, mas tem o José Silva, só que nunca jogou.
“Sim, é verdade. O Farioli também quererá saber. Eu prefiro que ele saiba só mesmo 75 minutos antes do jogo, mas o Diogo Monteiro está preparado, o José Silva está preparado e o próprio Matías Rocha também está preparado. Temos alternativas, confiamos muito nos três, confiamos nos restantes jogadores do plantel, no Yellu Santiago, no Pablo Gozálbez, jogadores que têm jogado menos e que vão ter, com certeza, minutos para este jogo. Confiamos neles e acreditamos que eles vão fazer um bom jogo.”
Extremo espanhol tem sido um crónico suplente em três épocas de Arouca
Triunfo contra o Moreirense assegurou o feito quando ainda faltam jogar sete jornadas
Avançado saiu do jogo com o Moreirense no início da 2.ª parte, lesionado
Golo de Miguel Puche garantiu os 3 pontos aos visitantes, agora mais tranquilos na tabela
Extremo 'explode' nas redes sociais
Antigo treinador de Sporting e Real Madrid tem 77 anos
Incidente deu-se no encontro com Quinta dos Lombos a que o ala assistiu. Jogava o seu filho
Bruno Andrade, extremo do AFC Rushden & Diamonds, é um jogador livre