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Treinador do Arouca não quer que o relvado de Rio Maior seja uma "desculpa"
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Na pretérita jornada, frente ao Vitória, o Arouca estreou-se a ganhar, em casa, contra esse adversário minhoto e, pela primeira vez na história, virou a seu favor uma desvantagem de dois golos no campeonato. Agora, Vasco Seabra aponta a uma novo registo ímpar: vencer no terreno do Casa Pia. Ciente de que terá no relvado de Rio Maior um adversário extra, o treinador dos lobos alerta a sua equipa para a necessidade de se adaptar aos diferentes momentos do jogo.
"Temos que estar capazes de, seja em que circunstância for, adaptarmo-nos, trabalharmos para isso, metermos a nossa nota artística quando tem que ser e metermos o fato de macaco quando tem que ser. Temos que ser uma equipa preparada, não nos podemos refugiar em desculpas. Temos que ir à luta, temos que ir à guerra e, portanto, é dessa forma que a gente quer ir", afirmou o treinador do Arouca, numa conferência em que também elogiou o avançado Barbero e garantiu as ausências, por lesão, de Mateo Flores e Pedro Santos.
Perspetiva: "É um adversário que tem vindo a crescer. A mudança de treinador acabou por trazer uma forma um bocadinho mais agressiva de jogar em termos de profundidade. É uma equipa agressiva a defender também. Nos duelos é sempre muito forte. Em momentos de transição é uma equipa difícil de contrariar. Ganhou ao FC Porto no último jogo em casa, foi empatar depois à Madeira. Dois resultados positivos. Por isso, também aumentam os níveis de confiança que têm no processo que estão a desenvolver. É uma equipa que nos vai exigir máximo de responsabilidade e de competência. Porque será um jogo muito difícil. Num campo tradicionalmente também difícil, que tem estado com condições não tão boas. E, portanto, com a quantidade de chuva que tem caído, a perspetiva pode não ser a melhor. Nós temos que estar altamente preparados para sermos capazes em todas as circunstâncias de entrarmos com uma competitividade muito grande, sabendo que é um adversário difícil, mas que nós também estamos num bom momento. Estamos num momento forte, capaz. E, portanto, dar continuidade, com essa responsabilidade de conseguirmos dar continuidade ao processo."
Reviravolta com o Vitória: “O mais importante, não queria que fosse igual porque não queria começar a perder 2-0, o mais importante é nós vencermos. Mas a verdade é que nós queremos ir muito focados naquilo que é o nosso processo defensivo, focados naquilo que é o nosso processo ofensivo, a atitude que temos que ter perante o jogo. Temos que ser altamente proativos, sabendo que temos que estar despertos para todos os momentos do jogo. E não temos conseguido os melhores resultados com o Casa Pia. Portanto, é um momento de oportunidade. Um momento de oportunidade de a gente conseguir dar essa resposta. Temos tudo do nosso lado para conseguirmos fazê-lo porque dependemos da nossa atitude, da nossa predisposição. Portanto, queremos levá-la para o jogo. Queremos dar continuidade àquilo que têm sido os desempenhos dos últimos jogos. E, portanto, vamos com essa confiança, com essa segurança também. E de pés muito bem assentes no chão porque sabemos que cada jogo nesta Liga é muito difícil. Os pontos são muito difíceis de conquistar. Portanto, só no máximo das nossas capacidades é que seremos capazes de competir e de estar no nosso limite."
Terreno pesado: “Temos que nos saber adaptar independentemente das circunstâncias. Nós nas Aves jogámos com um terreno muito pesado, aqui, contra o Sporting, o terreno estava pesado apesar do relvado se ter aguentado sempre muito bem. E agora, no jogo com o Vitória, também se aguentou muito bem mas continuou a estar pesado pela quantidade de água que caiu, que é impossível drenar na totalidade. Temos que ser capazes de, independentemente da nossa identidade e daquilo que é o nosso ADN em termos de características dos nossos jogadores, em termos também daquilo que é o propósito que a gente procura, a verdade é que nós temos que estar capazes de, seja em que circunstância for, adaptarmo-nos, trabalharmos para isso, metermos a nossa nota artística quando tem que ser e metermos o fato de macaco quando tem que ser. Temos que ser uma equipa preparada, não nos podemos refugiar em desculpas temos que ir à luta, temos que ir à guerra e, portanto, é dessa forma que a gente quer ir."
Crescimento: "Nunca nos damos por satisfeitos ou totalmente satisfeitos perante aquilo que a gente faz. Portanto, nós sentíamos a equipa a crescer, sentíamos a equipa com uma ambição muito grande de, colectivamente, construir as coisas e agarrar-se ao processo com confiança total naquilo que estávamos a fazer e por isso é que também sentíamos que isso iria acontecer e que tínhamos todas as possibilidades de fazer com que as coisas acontecessem devido ao nosso trabalho, à nossa atitude, à forma como a gente olhava para as coisas. Felizmente isso traduziu-se em resultados e aquilo que nós queremos é dar continuidade a isso porque as coisas mudam muito depressa portanto nós temos que agarrar-nos à nossa humildade e à nossa responsabilidade sabendo que sabemos muito bem o que é lutar. Temos que manter esse padrão e temos que manter essa exigência."
Prontos para as circunstâncias: “Todos os testes que vamos tendo preparam-nos, porque nos ajudam a crescer e nós temos levado cada jogo numa perspectiva desse crescimento e, neste momento, quanto mais o campeonato vai caminhando para a frente, nós temos que ter a noção de que esse amadurecimento tem que ser o mais rápido possível para que nós possamos competir em jogo da forma como é exigido para que consigamos superar o adversário que vamos ter. O adversário que vamos ter é um adversário complicado em termos defensivos, é uma equipa habitualmente difícil de ser batida, que coloca muita gente com muita agressividade atrás da linha da bola e consegue pressionar, depois, de forma forte. Por isso é que eu também há pouco falei das transições, porque é uma equipa que normalmente está muito preparada para esse momento e nós sabemos que temos que meter essa mesma exigência, criando espaços onde eles não existem. No último jogo a gente conseguiu fazê-lo, portanto temos que dar sequência a isso, mas sabendo que o jogo vai ter características também elas diferentes. O Casa Pia habitualmente coloca uma linha de 5, o Vitória estava com uma linha de 4, portanto logo aí os espaços acabam por ser ligeiramente diferentes. Temos que ir à procura. Sabemos fazer as coisas e temos que meter a predisposição e a exigência diária, temos que passar para jogo para conseguirmos, no final, traduzir isso em pontos."
Barbero sempre a faturar: “Nós sentíamos que o Barbero seria uma questão de tempo. Disse várias vezes que ele tinha golo, nós sentíamos isso no treino, sentíamos isso naquilo que ele tentava fazer. As coisas, infelizmente, não estavam a acontecer. Quando ele rematava, a bola ou batia aqui ou o guarda-redes fazia uma grande defesa ou a bola saía mesmo junto ao poste. E, por vezes, esse momento cria algum desconforto ao próprio ponta de lança, porque tem uma ansiedade grande de querer marcar. A verdade é que nos últimos 4 jogos conseguiu fazer os 3 golos e também há um golo, ao Rio Ave, que ele está intimamente ligado a ele. É um sinal positivo para ele, mas eu acho que tem a ver com o crescimento natural da equipa e tem a ver também com a forma como ele continuou a acreditar, nunca desistiu e felizmente as coisas estão a correr-lhe bem."
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