João Henriques acredita na recuperação do AVS: «Costumo sorrir para as adversidades»

Técnico confiante na resposta da equipa no jogo em Famalicão

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João Henriques
João Henriques • Foto: Paulo Calado

O AVS SAD desloca-se esta segunda-feira a Famalicão (18h45), com a ambição de conquistar os 3 pontos e dar início à retoma no campeonato. João Henriques mostra-se confiante no desempenho da sua equipa, embora reconheça a dificuldade do desafio, face à qualidade do adversário.

“Temos de olhar o Famalicão olhos nos olhos. Tem jogadores de qualidade, um treinador com ideias claras, mas nós estamos cada vez melhores e vamos ser competitivos no jogo. Quando não acreditar que não é possível, também o digo.”

 Consistência do Famalicão apesar da última derrota: “Uma equipa que sofreu cinco golos na última jornada, mas mantém a quinta posição do ranking das defesas menos batidas, demonstra que é uma equipa consistente. Acidentes de percurso acontecem. Sofreram um resultado pesado, é verdade, mas não reflete uma diferença real entre equipas. Acredito que vão tentar dar uma boa resposta a essa adversidade. Vão estar ao seu melhor nível, não tenho a menor dúvida. Mantiveram grande parte da estrutura que tinham, não foram abalados com saídas e entradas agora em janeiro. Têm consistência para dar resposta a um resultado negativo como o que sofreram na última jornada.” 

Reação da equipa após o jogo com o Braga: “Deram uma resposta positiva no último jogo. Sentimos que fizemos um jogo digno em Alvalade, contra uma grande equipa. Queremos prolongar a atitude competitiva, como demonstrámos ao responder a dois golos contra e ir atrás do resultado. Essa capacidade que os jogadores têm demonstrado foi mais exceção do que regra negativa que vimos frente ao Sp. Braga.” 

Foco no jogo a jogo: “Nunca nos podemos focar na tabela. O que devemos fazer é olhar jogo a jogo e encarar cada um como uma oportunidade de conquistar os 3 pontos. Há equipas que têm momentos bons e maus, e esses momentos não duram para sempre. Fechou o mercado, num mês conturbado. Estes são os jogadores que vão estar connosco, unidos no mesmo espírito. Sendo uma equipa competitiva, podemos ganhar em qualquer campo. O que podemos controlar é o nosso trabalho, sendo uma equipa lutadora. Em sete jogos que fiz, apenas ficámos fora do resultado contra o Sp. Braga, onde não estivemos em jogo. Nos outros estivemos sempre presentes, lutámos pelo resultado. A estrelinha terá de vir para o nosso lado.” 

Adversidades: “Costumo sorrir para as adversidades porque não há outra forma de lidar com os problemas. Se está a chover em cima de nós, isto vai passar. Estamos a levar com um comboio de tempestades, mas vai passar. É assim que vejo a vida e o futebol.” 

Lesão de Baroan: “Foi uma infelicidade para o jogador, não podemos contar com o seu contributo. Foi a estreia e a conclusão da época dele. Teve uma lesão grave, que não desejamos a ninguém. Lesões musculares e entorses são normais, mas este caso é diferente. É uma adversidade grande porque contávamos com ele para nos ajudar, era mais um para ajudar. Temos o grupo fechado e todos sabem a missão de cada um. Vamos querer que, não estando connosco, se sinta satisfeito a ver-nos vencer. Será também uma forma de o ajudar a ele. Vinha com muita vontade de ajudar, um miúdo muito positivo, acreditava que este era o sítio certo para mostrar a sua qualidade. Foi essa crença e vontade de vir ajudar que o trouxeram. Mostrou ser uma pessoa feliz, de boa disposição, e ia trazer um ar que precisamos. Queremos que recupere o mais rápido possível e vamos dedicar-lhe algumas vitórias, que bem merece.” 

Dificuldades de mercado: “A dificuldade deste mercado foi a nossa pontuação e a tabela classificativa, o contexto, que dificulta sempre mais. Ainda assim, os que cá estão quiseram muito vir para ajudar, sabem da qualidade que têm e que podem ajudar. Todos eles quiseram vir, e isso foi importante para nós. Os outros que vieram também quiseram muito vir. Hoje parecemos uma equipa de meio da tabela. Há foco, concentração, tudo o que é difícil de ter neste contexto. Uma equipa com esta disposição é difícil de explicar, é caso de estudo. Os jogadores são uns guerreiros, só falam em querer jogar mais e melhor para serem recompensados com pontos.” 

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