João Henriques e a permanência do AVS SAD: «Temos a mesma percentagem que o Benfica tem para ser campeão»

Técnico mantém esperança de que equipa vai manter-se na 1ª Liga

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João Henriques, treinador do AVS
João Henriques, treinador do AVS • Foto: LUSA_EPA

O AVS SAD tem este sábado (20h30) mais um teste às esperanças de continuar na 1ª Liga, na deslocação a Tondela. Um adversário que também necessita de pontos para sair dos últimos lugares, num duelo que João Henriques espera ser equilibrado.

“As expectativas para este jogo são as mesmas de sempre, com um ingrediente fundamental: dentro do grupo temos a premissa de conquistar a primeira vitória fora de casa. Somos a única equipa que ainda não conseguiu isso. É um jogo importante, mais uma oportunidade de nos aproximarmos de quem está à nossa frente. Queremos preocupar-nos com a nossa performance, sendo competitivos.”

Sobre o Tondela: "Tirando o último jogo, que foi surpreendido em casa, vinha de cinco jogos sem perder. Isso demonstra que, nos últimos encontros, foi sempre competitiva e competente. Conquistaram pontos importantes para sair da situação perigosa em que se encontravam. Eles sabem que, se não nos vencerem, ficam numa situação complicada e próximos da zona de perigo. O Tondela tem um treinador que entrou a meio da época e trouxe as suas ideias, diferentes do anterior. É uma equipa competitiva, agressiva e vai ser difícil de ultrapassar. Apenas perdeu um dos últimos seis jogos.”

Possibilidade da permanência: “Vencendo, ficaremos mais perto do que queremos. Não vencendo, a possibilidade vai-se esfumando. Li esta semana que temos 3% de hipóteses de chegar ao playoff, a mesma percentagem que o Benfica tem para ser campeão. Enquanto houver percentagem, há esperança. Quando não houver, podemos dizer que está resolvido. Acredito que o Benfica pensa da mesma forma.”

Sobre os pontos acumulados pelo AVS: “Se olharmos para as últimas cinco jornadas, temos cinco pontos, uma pontuação normal para quem luta pela permanência. Não é mau, mas olhando para trás, sabemos que é curto. O problema está no que ficou para trás. Quando chegámos, sabíamos que tínhamos de fazer mais do que isso. Não fomos ajudados pela sorte: tivemos lesões, um jogador que fraturou uma perna, o Green lesionou-se e chegou recentemente às opções. O Pedro Lima, numa altura importante, também se lesionou. Perdemos poder ofensivo, mesmo com a melhoria defensiva. Apenas marcámos três golos. Precisávamos da ajuda de mais jogadores para criar oportunidades e sermos mais agressivos. Isso prejudicou-nos, porque emagrecemos o plantel, mas não podemos controlar lesões ou castigos, sobretudo numa fase fulcral da época.”

Pressão dos pontos: “A pressão existe em todos os jogos, mas é sempre o mesmo tipo de pressão. Sinto-me um felizardo por ser um dos 13 treinadores portugueses na 1.ª Liga. É uma boa pressão, e depois temos de responder com resultados. Os jogadores devem sentir-se privilegiados por estarem na 1.ª Liga. A pressão deve ser encarada de forma positiva.”

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