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Gonçalo Almeida Ribeiro, candidato da lista de Noronha Lopes à presidência da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, comentou o resultado eleitoral da primeira volta e apontou o que será preciso para conquistar os votos das outras listas para o decisivo ato eleitoral de dia 8 de novembro. O juiz explica que não estava confiante numa vitória à primeira volta nem que tinha certezas que a lista que integrava seria uma das que passaria à segunda volta, pois lembra que, mais do que tudo, a primeira volta seria um teste "ao incumbente", neste caso Rui Costa.
"A lógica de uma eleição presidencial a duas voltas, que os novos estatutos do Benfica preveem, é a de exigir, no mínimo, o apoio de metade dos votos mais um para se assumir o cargo. Ora, 42% para o incumbente na primeira volta de umas eleições não é um bom resultado. O resultado da Lista F também não foi bom, sobretudo por comparação com as expectativas geradas — embora eu não tenha tido ilusão alguma quanto a uma hipotética vitória à primeira volta, nem uma confiança excessiva em que seríamos as listas mais votadas. Só que umas eleições em que o incumbente se candidata são sempre, em primeira linha, um julgamento do mandato. Uma rejeição de 58% é um valor muito alto — agravado pelo facto de, numas eleições históricas, em que participaram mais do dobro dos sócios que votaram nas eleições de 2021, Rui Costa ter perdido votantes", começou por apontar o magistrado, numa publicação no Facebook, onde acabou, depois, a sublinhar a expressão dos números alcançados por Noronha Lopes e traçou o plano que pode levar o gestor a vencer à segunda volta:
"É falso que os 30% de João Noronha Lopes evidenciem que 70% do eleitorado (ou melhor, o eleitorado que teve 70% dos votos) o rejeitou; não era ele que estava a ser julgado, nem era ele a única alternativa à incapacidade, pusilanimidade, rapacidade e promiscuidade reinantes. Havia cinco candidatos a disputarem o incumbente. A grande questão da segunda volta é a de saber se vamos conseguir, com humildade e integridade, agregar e representar uma maioria insatisfeita. Cabe-nos protagonizar o sentimento de muitos de que é preciso mudar — devolver ao Clube a identidade perdida e a capacidade de vencer. Não é tarefa fácil, porque os desejos de mudança não se harmonizam naturalmente, mas está longe de ser impossível. Não se desiste do Benfica à primeira. É tempo de se porem de lado as diferenças de estilo, os interesses circunstanciais e as divergências secundárias, procurando-se o máximo denominador comum: pôr fim a esta mediocridade deprimente e destrutiva. Dia 8 de Novembro temos uma derradeira oportunidade de mudança", apontou.
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