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Para António Bagão Félix é difícil antever a segunda volta - quer por nunca tal ter acontecido no Benfica, quer pela forte mobilização -, mas o candidato a presidente do Conselho Fiscal na lista de João Noronha Lopes vinca uma certeza. "Os dois candidatos partem do zero. O Rui Costa não parte dos 42% [42,13%] e o Noronha Lopes dos 30 [30,26%]. Partem do zero", atirou, em entrevista à CMTV, depois de já ter avaliado o eleitorado mais "conservador" que o gestor tentará convencer.
"Os 50 votos são, normalmente, votos muito conservadores, têm mais dificuldade em mudar, em passar para outra lista. A mudança é como o sistema. A mudança que Noronha propõe é com confiança e moderação, não significa rotura, que é mais forte, que é revolucionária. É uma mutação. Os candidatos não se medem por aquilo que prometem em termos de títulos, jogadores. Não se medem por isso, nisso são todos iguais, todos queremos o melhor para o Benfica. Medem-se mais pelos meios, métodos, a capacidade de gestão e a gestão do risco. É nesse sentido a ideia de mudança. É uma mudança no modo de gerir clube. Noronha Lopes tem capacidade gestionária a toda a prova, não precisa de provar nada a ninguém. Houve coisas insultuosas, de que seria um novo Vale e Azevedo. É insultuoso. O Noronha está para servir o Benfica e não para se servir do Benfica. Faz da verdade, transparência e rigor - e não da fraude e da batota - a sua ação. É um homem com provas dadas, tem currículo", defendeu Bagão Félix.
Para a segunda volta das eleições, agendada para 8 de novembro, este candidato admite algumas retificações na campanha. "É importante, agora na segunda volta, que não se fale do passado, acabou. A certa estas eleições entraram numa espécie espécie de maniqueísmo, num um filme a preto e branco. De um lado os puros, do outro os impuros; de um lado os que têm experiência, do outro os que não têm. Noronha falou do passado? É natural, é o incumbente. Se deve acontecer? Creio que não devia. É preciso que o candidato possa falar dos caminhos a seguir, dos meios a alcançar, do equilíbrio entre o desportivo, económico, financeiro, patrimonial e, já agora, associativo. Respira-se melhor. Na segunda volta, o respeito mútuo entre os dois candidatos é desejável e creio que é possível que os sócios estejam na posse de todos os elementos que permitam um voto consciente. Hoje os sócios já vão depositar o voto pesando as situações, vendo a alternativa mais válida, mas já com algum critério racional e menos emocional", refletiu.
Questionado sobre os resultados desportivos menos positivos, Bagão Félix mencionou... José Mourinho. "[Rui Costa] Tem um para-raios que se chama José Mourinho. É um bom para-raios, foi uma excelente escolha de Rui Costa, corroborada pela maior parte dos candidatos. José Mourinho está naquela fase em que gera uma grande expetatitva e isso é o ativo patrimonial para as eleições. É um grande treinador, comunica muito bem e nós benfiquistas sentimo-nos mais representados nas conferências de imprensa. Foi uma excelente decisão da atual direção", atirou, antes de acrescentar: "Se é difícil fazer face a isso? Somos benfiquistas em primeiro lugar e devemos aplaudir o que foi bem feito e ter a capacidade, honestidade e discernimento de dizer quando não achamos que está bem feito. É para isso que servem as eleições. Esta candidatura não veio para dividir, veio para congregar."
"Só aceitei porque acredito plenamente no Noronha"
O candidato a presidente do Conselho Fiscal do Benfica abordou também o facto de ter tido mais 7% que o próprio Noronha Lopes. "Fiquei naturalmente satisfeito com a minha votação, mas estou num projeto protagonizado por João Noronha Lopes e é isso que importa mais. Não é propriamente os votos que tive. Se é motivo de reflexão interna? Claro que sim, para todos. As pessoas contam tanto que depois de um longo interregno fora das lides do Benfica aceitei ser candidato e não foi de ânimo leve. Só aceitei porque vi em Noronha Lopes um candidato forte, que faz o pleno de benfiquismo, capacidade e honorabilidade. De outra maneira, nunca seria candidato. Só se vai fazer companhia a um candidato à presidência se se acreditar plenamente nessa pessoa. Conheço bem o Noronha e tem uma característica que aprecio muito e que hoje é rara em quem se candidata seja a que nível for: é exigente com os outros, que vai liderar e coordenar, mas com a condição de, primeiro, ser exigente com ele próprio. É esse o primeiro teste que coloco quando alguém me convida", afirmou.
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