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Mourinho admite ter sido um fraco jogador mas recorda o melhor golo: «Dei uma chapelada ao Neno»

Foto: Simão Filho/Arquivo
Foto: Tiago Sousa Dias

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Treinador revela ainda quais os momentos áureos que viveu com figuras ligadas ao Benfica

A carreira de jogador de José Mourinho não é marcada por grandes feitos e é o próprio que admite ter sido apenas "um projeto de jogador". No entanto, recorda alguns momentos curiosos e, quando é convidado a recordar o melhor golo, não tem dúvidas: "Foi um golo que fiz ao Neno, num Sesimbra-Barreirense, dei uma chapelada ao Neno. Fiz um grande golo. Depois fui amigo dele", explicou, antes de acrescentar que a amizade nasceu a partir de outra figura do futebol português: "Um dos meus melhores amigos, daqueles por quem faço tudo, é o Silvino, uma pessoa verdadeiramente fantástica. E eu dizia sempre que se dois guarda-redes rivais, em que joga ou joga outro, um joga e o outro é suplente, um vai à seleção e outro não vai, para estes dois guarda-redes serem dois grandes amigos, têm de ser dois gajos muito especiais. Quando o Neno partiu, o Silvino sofreu muito e eu sem ser muito amigo do Neno, aprendi a gostar muito dele, via Silvino. E ainda brinquei com ele que lhe dei uma chapelada. Ele lembrava-se. Estes gajos lembram-se de tudo", apontou, numa entrevista à Rádio Renascença.

Do percurso enquanto jogador, Mourinho, técnico dos encarnados, recordou ainda dois momentos curiosos contra duas figuras do Benfica, que nunca mais esqueceu. Tal vem a propósito de ter estado apenas uma vez no banco de suplentes, num jogo da primeira divisão do futebol português, num Belenenses-Rio Ave. 

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"Nessa altura, jogava pelo Rio Ave, no campeonato de reservas, campeonato que se jogava às quartas-feiras, fiz um bom campeonato, lembro-me que marquei 41 golos e o Mário Reis, que depois também foi treinador, marcou 42. Faço um bom campeonato campeonato de reservas nessa altura. [levou-o a ser chamado à equipa principal] Jogava-se contra o FC Porto, Boavista, Famalicão, Infesta, Leixões, Varzim. Jogava-se naquela zona. Também faço esse campeonato ao serviço do Belenenses, na minha época de juniores. E tenho duas coisas relacionadas com o Benfica, que nunca me esqueci. Joguei contra o senhor João Alves, conhecido por 'Luvas Pretas' no Restelo. Ele tinha fraturado a perna, tinha tido uma lesão grave e regressa à competição a jogar no campeonato de reservas. E a outra coisa curiosa foi jogar no Estádio da Luz, no primeiro jogo do Stromberg em Portugal. Tenho estas duas coisas com o Benfica interessantes. Mas repito, não fui jogador. Fui um projeto de jogador", destacou.  

Por Valter Marques
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