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21 março

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Mourinho: «Lembro-me de estar ao lado do meu pai no balneário enquanto ele estava a ser cosido...»

Treinador do Benfica recorda, no Dia do Pai e em conversa na Rádio Renascença, alguns dos episódios que marcaram a sua infância

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José Mourinho recordou, à Radio Renascença, alguns dos episódios que marcaram a sua infância
José Mourinho recordou, à Radio Renascença, alguns dos episódios que marcaram a sua infância • Foto: Luís Vieira/Movephoto

José Mourinho concedeu uma entrevista à Rádio Renascença onde, em pleno Dia do Pai, recordou as primeiras memórias que tem do pai, Félix Mourinho, num campo de futebol. Além disso, o atual treinador do Benfica revelou ainda como vivia os jogos quando era mais novo.

"A primeira [memória] é difícil porque são tantas. O meu pai jogou até tarde e foi pai cedo. Penso que deixa de jogar em 1973, por aí. Eu tinha 10 anos. [Durante] Aquela fase dos 5 aos 10 anos tenho muitas memórias. Não consigo identificar qual a primeira. Não me lembro - e devia ser super pequeno - do meu pai defender um penálti do Eusébio ou do Matateu, mas lembro-me, como se estivesse agora a ver, dele a defender um penálti do Yazalde no Estádio do Restelo. E lembro-me de um Barreirense-Belenenses onde o Câmpora, um grande jogador do Barreirense, 'rebentou' com a cabeça, a cara, o nariz, com tudo... Lembro-me perfeitamente de, no final do jogo, estar sentado no balneário ao lado do meu pai, que estava a ser cosido", começou por contar José Mourinho.

A paixão pelo futebol surgiu, naturalmente, muito cedo: "Quando fiz o exame da 4.ª classe e me perguntaram que prenda é que queria, respondi 'quero conhecer os estádios todos da 1.ª divisão'. Entrámos no carro em Setúbal e fomos a todos os estádios que eu não conhecia na altura. Fomos dar a volta por Sanjoanense... Nunca tinha ido ao Bessa, que na altura era pelado. Nunca tinha ido a Braga. Eu era doente e ele [o pai] alimentava-me a doença".

Desafiado por Rui Miguel Tovar a lembrar os tempos em que ia ao estádio ver os jogos do pai, Mourinho confessou que, apesar de não reagir de forma muito efusiva, tinha um hábito peculiar: "Não me manifestava. Para o bem e para o mal, não me manifestava. Mas quando a bola se aproximava da área, começava a rezar a minha 'Avé Maria', o meu 'Pai Nosso'. Quando a jogada acabava, relaxava. Mas não festejava golos, não festejava defesas. Sentava-me tranquilamente com a minha avó. Muita gente pensava que era a minha avó paterna, mas não, era a minha avó materna. Eu exigia ir a todos os jogos e a minha avó acompanhava-me", completou.

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