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O Benfica não conseguiu responder à vitória do Sporting sobre o Nacional e não foi, este domingo, além de um empate em Tondela (0-0).
Após o apito final, José Mourinho considerou que a sua equipa "fez de tudo para ganhar" e apontou o dedo ao árbitro Luís Godinho, referindo que havia motivos suficientes para que este tivesse dado mais do que cinco minutos de desconto.
"Aquilo que receava era exatamente uma ressaca emocional do jogo de quarta-feira e uma atitude de não concentração, não motivação, sobranceria. Foi exatamente o contrário. A equipa respeitou o jogo, merecia ganhar, não ganhou. Mas como dizia agora mesmo no balneário, não acuso ninguém de falhar golos. E foi a única coisa que fizemos de negativo hoje, foi falhar tanto golo. Em algumas situações nem se trata de falhar, trata-se de um guarda-redes que foi justamente eleito o melhor em campo. Fizemos tudo para ganhar, não conseguimos", analisou, em declarações à Sport TV.
Tentou de tudo a partir do banco... "Foi sempre até ao fim. Nos minutos finais, o único nervosismo foi que em qualquer jogo, em Portugal ou no estrangeiro, vamos sempre para os seis, sete ou oito minutos de desconto, e hoje quando havia motivos para mais o Luís Godinho dá cinco. E acabam por nem ser cinco, porque eles depois param o jogo. Mudámos de perfil nestes últimos minutos. O miúdo [Anísio Cabral] até entra bem e dá-nos algum jogo e presença dentro da área, a ser uma boa referência e ter alguma ocasião para marcar. E nada... Não gosto muito de falar de sorte ou azar. Não gosto muito de ir por aí, não fomos eficazes. Mesmo com muita água no campo, a equipa tentou jogar sempre. Jogou, criou desde o princípio ao fim. Entre 20 a 30 remates de certeza que tivemos, o guarda-redes teve quatro, cinco ou seis defesas de grande valor. Fizemos tudo para ganhar, não ganhámos".
Confiança da equipa pode cair? "Acho que não. A equipa continua a jogar bem há algumas semanas. O facto de ficarmos mais longe dos rivais não afeta o nosso trabalho diário, porque aqui podemos estar a cinco, 10 ou 20 pontos dos rivais, mas a seriedade, a maneira como se trabalha, como se encara a profissão não muda em função de estarmos em 1.º, 2.º ou 3.º. Vamos continuar o nosso caminho, obviamente hoje com a tristeza de um resultado negativo mas com a consciência de que fizemos tudo para ganhar".
Perder pontos contra estas equipas vai ser muito pesado no final da época? "Seguramente que tem peso. Chegamos a este momento com mais pontos do que na época passada, sem uma derrota no campeonato. Mas obviamente que esses empates são pontos perdidos. Alguns desses empates podem ter aquela nota de culpa porque entregámos os pontos, digamos assim, com erros nossos. Mas hoje não consigo apontar o dedo aos jogadores. Obviamente que falhámos imensos golos, mas não consigo ter um sentimento negativo".