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Petit: Dos dias no Bom Pastor até ao salto para o Bessa

Petit: Dos dias no Bom Pastor até ao salto para o Bessa
• Foto: Manuel Araújo

Pessoa mais sincera e humilde é difícil encontrar nos dias de hoje. Na zona do Carvalhido, em pleno coração da cidade do Porto, cresceu o Armando, um miúdo traquinas que cedo mostrou os seus dotes de futuro craque de futebol. Não tardou, portanto, que começasse a dar uns pontapés na bola no rinque do bairro do Bom Pastor, mesmo em frente à churrasqueira que há muitos anos é propriedade dos seus pais.

De todos os irmãos, ao todo seis, foi o que maior aptidão mostrou para o futebol. Aos 10 anos entrou no clube, como guarda-redes e logo conheceu um outro miúdo, que também não vivia no bairro, mas tinha o mesmo jeito para o futebol.

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Chamava-se Mário, era esquerdino, ficaram amigos e acabaram em simultâneo por se transferir para o Boavista, pela mão do saudoso Jaime Garcia. Mas o destino não quis que continuassem juntos muitos anos. Petit rodou por vários clubes de escalão inferior até conquistar o seu lugar a pulso no Bessa, ao passo que Mário Silva foi sempre uma opção no clube.

Seja como for, o Armando chegou ao Benfica e o Mário, depois de uma experiência no estrangeiro, ingressou no FC Porto.

Não há no Carvalhido quem não os respeite, apesar do clube que torce cada um dos vizinhos. Petit é hoje uma pessoa querida e muitos há ainda que recordam o dia em que deu os primeiros pontapés na bola.

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Respeitado por todos numa zona de portistas

Os pais de Petit são pessoas simples e muito orgulhosos do filho que agora é ainda mais famoso, desde que participou no último Mundial de futebol e se transferiu para o Benfica. No restaurante Jovem, assim se chama a churrasqueira que o jogador frequentava diariamente quando vivia mesmo em frente, e mesmo depois de um comprar um apartamento, a menos de 50 metros, discute-se futebol, obviamente, e, apesar de todos estarem ao lado de Petit, há muitos, uma maioria mesmo, que são adeptos do FC Porto mas fazem questão de cumprimentar o craque do Benfica.

Na rua é impressionante: é cumprimentado em média por metade das pessoas de encontra, e confessa que os conhece a todos. É essa a tristeza que sente por estar longe do Porto.

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