Candidatos ao lugar deixado vago por Renato Sanches
A análise de Rui Malheiro...
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Aquele que devia ser exaltado como um dos acontecimentos do ano do futebol português, acabou por se tornar em mais uma fonte de animosidade entre adeptos de clubes rivais, reflexo de uma doentia tricefalia futebolística nutrida por prolongamentos e dias seguintes. Renato Sanches, a promessa mais flamejante a brotar, na última década, neste pequeno jardim à beira-mar plantado, foi, em apenas meio ano, endeusado e vilipendiado. O seu futebol selvagem, onde se sublinha o tremendo poder físico, e a argúcia para acelerar o jogo, queimando linhas como um relâmpago, ainda precisa de ser burilado, principalmente no capítulo defensivo, fruto de um posicionamento imberbe, mas também ofensivamente, a sua principal força, ao precisar de tomar melhores decisões para alimentar a fome permanente de verticalidade. No fundo, a chama imensa que recolocou o Benfica nos trilhos de um tricampeonato que escapa há quase quatro décadas.